Desenho como prática de imediação

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Resumo

A proposta campo-contra-campo surge como forma de articular o processo de trabalho em sua constante afetação: documentos circunstanciais que se conectam ao espaço de produção da experiência de desenhar a partir de um fazer-com. Ao demarcar um campo do desenho produzimos um contra-campo, forma relacional que funciona como memória do processo, dos objetos e das circunstâncias da vida que acompanham o ato de desenhar. O desenho vai se transformando em superfície de imediação, membrana de contato e proximidade entre o lugar e os corpos que atravessam a temporalidade da sua realização.

Palavras-chave: Campo-contra-campo. Processo de Trabalho. Desenho. Fazer-com. Imediação.

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Biografia do Autor

Camila Leichter

Camila Leichter. Artista pesquisadora, doutorado em Poéticas Visuais – UFRGS com a pesquisa campo-contra-campo da experiência situada no Moinho da Capivara, Lindolfo Collor – RS, que acontece pelo pensar e fazer-com o corpo e o lugar, entrelaçando proposições audiovisuais e gráficas à vivência do lugar, processo permeado pela relação entre terra e memória, envolvendo práticas artísticas, rurais, comunitárias e ambientais, de interdependência e de um espaço de cuidado e coexistência. Atua na Moinho Edições Limitadas, corpo editorial inspirado nas especificidade de habitar e ser habitada pelo lugar e no projeto de educação ambiental do município.

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Publicado

2024-09-23