O risco do desenho

ensaio sobre o perigo

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Resumo

O vocábulo risco contempla dois campos de significação. O primeiro inclui os sentidos de traço e desenho. Aparentemente distante do primeiro, o segundo campo integra o sentido de perigo. Neste ensaio pretendo distinguir esses possíveis significados das palavras desenho e risco. Para tanto, procuro compreender o papel do desenho no Renascimento e o caráter de sua permanência até os dias atuais. Sugiro também a retomada da palavra risco, no sentido de perigo e abertura ao informe. Para tanto, analiso duas cabeças: a primeira desenhada no frontispício do livro Leviatã (1651), de Thomas Hobbes, e a segunda, a obra denominada Cabeça coletiva (1969), de Lygia Clark.

Palavras-chave: Desenho. Risco. Lygia Clark. Thomas Hobbes. Informe.

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Biografia do Autor

Ana Lúcia Vilela, Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás

Ana Lúcia Vilela é professora adjunta na Faculdade de História da Universidade Federal de Goiás. Doutora em História pelo Programa de Pós-Graduação em História (na linha Arte, Mídia e Políticas Culturais) da
Universidade Federal de Santa Catarina (2011). Mestre em Artes Visuais pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal do Rio de Janeiro (2003). Atuou também como curadora e crítica de arte. Suas pesquisas relacionam-se ao campo da história da arte moderna e contemporânea, cinema e relações entre estética e política.

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Publicado

2024-09-23