Reflexões bakhtinianas e psicanalíticas em torno da exposição A boneca sou eu, de Lia Menna Barreto

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Resumo

Este artigo objetiva analisar objetos artísticos selecionados da artista Lia Menna Barreto em sua exposição A boneca sou eu, no Museu de Arte do Rio Grande do Sul, Porto Alegre/RS, em 2021, discutindo, no diálogo entre Bakhtin e Lacan, a captura do olhar enquanto eixo semântico articulador da tematização da infância. Pela função subjetivante do olhar, pontuamos a afiguração do universo infantil em ícones do resto, que reenviam a interpretações não ingênuas do lúdico. 

Palavras-chave: Dialogismo. Alteridade. Psicanálise. Teoria dialógica do discurso. Arte.

 

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Biografia do Autor

Maria Eduarda Freitas Moraes, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Psicóloga (2015) e mestra em psicologia (2017) pela Universidade Federal de Santa Maria. Atuou como psicóloga clínica de 2018 a 2023, bem como em serviços públicos de saúde e assistência social. Atualmente, é doutoranda em Letras - Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS, Porto Alegre, RS, Brasil). Bolsista CNPq (141372/2023-0), pesquisando, na sua tese, a cisão do sujeito em narrativas autossociobiográficas.

Eduardo da Silva Moll, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul

Doutorando em Letras – Linguística pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS, Porto Alegre, RS, Brasil), com fomento do CNPq (140686/2022-3). Interessa-se pelo diálogo entre estudos da linguagem e psicanálise, temática privilegiada desde o mestrado (2021), realizado pela mesma instituição e programa. Licenciou-se em Letras Português/Inglês (2019) pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG).

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Publicado

2025-12-27

Edição

Seção

Fluxo contínuo