375 igrejas, santuários e catedrais

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Resumo

Nas eleições presidenciais de 2022, a extrema direita venceu em 375 municípios do Rio Grande do Sul. Neste ensaio reúno as silhuetas das igrejas de cada uma dessas cidades. A escolha se deve à vizinhança, no Brasil, entre religião e política, mas também é um exercício de memória. No interior, em frente à praça principal, a igreja é um marco paisagístico, artístico, religioso, político e comunitário. Nessa coleção de imagens uma igreja está faltando. Em 1º de abril de 1964, seus sinos tocaram saudando a ditadura civil-militar. Vinte e um anos depois, o filho de um preso político retornou para anunciar a reabertura democrática. A 375ª igreja não é uma silhueta, mas uma fotografia do seu interior.

Palavras-chave: Brasil profundo. Rio Grande do Sul. Eleições presidenciais de 2022. Igrejas. Ditadura civil-militar.

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Biografia do Autor

Manoela Farias Nogueira, PPGARTES- UERJ

Manoela Cavalinho é pesquisadora e artista visual. Doutoranda em Artes Visuais (PPGARTES-UERJ), mestre em Artes Visuais (PPGAV-UFRGS) e em Psicologia Clínica (Núcleo de Estudos da Subjetividade Contemporânea - PUC-SP). Alguns de seus trabalhos abordam a memória pessoal e suas intersecções com a memória social e histórica. Seus trabalhos integram os seguintes acervos: MAC-RS, MAC-PR, Fundação Vera Chaves Barcellos e Museu das Memórias (In)Possíveis. Recebeu Destaque Artista no XIV Prêmio Açorianos (2021) pela Prefeitura de Porto Alegre (RS).

Email: mcavalinhobranco@gmail.com
Lattes: http://lattes.cnpq.br/8718661410597566

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Publicado

2024-12-23

Edição

Seção

Fluxo contínuo