Carta a Mondrian

Lygia Clark pede amparo ao pintor holandês - um debate à luz dos "escritos de artistas" e do discurso neoconcreto nas páginas do Jornal do Brasil

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Resumo

Resumo: Este artigo parte da correspondência imaginária de Lygia Clark (1920-1988) ao pintor holandês Piet Mondrian (1872-1944) para discutir a consolidação de um discurso constantemente reiterado pela crítica de arte brasileira em relação Neoconcretismo brasileiro. A pesquisa procura entender como a crítica de arte de Mário Pedrosa (1900-1981) e, principalmente, os artigos publicados por Ferreira Gullar (1930-2016) no Suplemento Dominical do Jornal do Brasil (SDJB), entre os anos de 1956 e 1961, corroboraram para estruturar uma versão da história que pleiteia ao movimento brasileiro uma sucessão, mas também superação das vanguardas europeias e seus artistas.

Palavras-chave: Neoconcretismo. Lygia Clark. Piet Mondrian. Mário Pedrosa. Ferreira Gullar.

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Biografia do Autor

Bruno Henrique Fernandes Gontijo, Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG

Bruno Henrique Fernandes Gontijo é mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Artes da Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG. Especialista em História da Arte (PUC Minas), Gestão de Negócios pela Fundação Dom Cabral - FDC/MG. Possui graduação em Comunicação Social - Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais - PUC Minas.

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Publicado

2023-12-21

Edição

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Artigos