As paisagens

uma entrevista com Fernando Limberger

Autores

Resumo

Esta entrevista, feita em 1 de junho de 2023, com o artista Fernando Limberger, parte de seu trabalho Paisagem Reflexa: Ibirapuera, Dois Tempos reformulado como ensaio visual para a edição Jardins da Revista-Valise. Neste diálogo online, o artista posiciona seu profundo interesse pela paisagem. Nela percebe eventos que são construídos no tempo e que resultam no momento no qual vivemos e, com esse princípio, matérias vivas se tornam substratos para realização de composições em que passado e presente, vida e morte, são tecidos intrinsecamente. Fernando Limberger também fala sobre como sua sensação de estar no mundo e reagir a essa experiência estabelece seus processos de elaboração na arte.

Palavras-chave: Paisagem. Jardim. Vida e morte. Arte contemporânea.

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Biografia do Autor

Katia Prates, UFRGS

Artista visual. Seu trabalho se relaciona com a invisibilidade inerente à imagem e o objeto artístico é considerado como limiar para experiências e reflexões que permeiam todos os campos do viver. Exposições incluem individuais em: Funarte/RJ, Museu de Arte Contemporânea/RS, Centro Cultural São Paulo, Galeria dos Arcos, Museu de Arte do Rio Grande do Sul; coletivas em: Museu de Arte Moderna/RJ, Bienal Mercosul, Fundação Iberê Camargo, CCSP/SP, MAC/RS. Professora no Departamento de Artes Visuais e no PPGAV do Instituto de Artes/UFRGS.

Fernando Limberger

Artista plástico e paisagista. É graduado em Artes Plásticas pelo Instituto de Artes da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre, em 1985. Iniciou sua pesquisa artística em meados dos anos 1980, quando começa a trabalhar em diferentes linguagens como, desenho, pintura, escultura, instalação e intervenção. A partir dos anos 2000 passa a realizar projetos em paisagismo para espaços públicos e privados. Foi membro fundador do grupo Arte Construtora que atuou nos anos 1990 nas cidades de Porto Alegre, São Paulo e Rio de Janeiro e, também, do JAMAC – Jardim Miriam Arte Clube, no início dos anos 2000, em São Paulo. Recebeu a Bolsa Ivan Serpa – INAP/FUNARTE, em 1987; os Prêmios Espaço Urbano Espaço Arte – Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em 1992; Incentivo – Brazil Foundation, em 2005 e CCBB Contemporâneo, CCBB RJ, em 2015. Apresentou as exposições individuais Camuflagem, MARGS, Porto Alegre, em 1985; Verde e Amarelo, Centro Cultural São Paulo, em 2008; Contaminação Cromática, Museu da Sustentabilidade, São Paulo, em 2015; Desmoronamento, Azul, Centro Cultural do Banco do Brasil, Rio de Janeiro, em 2015; Contenção Verde e Botânica SP, Pinacoteca SP, São Paulo, em 2016; Relicto, Museu da Cidade SP, São Paulo, em 2020; Floresta?, Oficina Cultural Oswald de Andrade, São Paulo, em 2021 e Ocupação Cromática, Pinacoteca Aldo Locatelli, Porto Alegre, em 2021. Nos últimos anos participou das exposições coletivas 1a e 8a Bienal do Mercosul, Porto Alegre, em 1997 e em 2011; Ecológica, MAM, São Paulo, em 2010; Amazônia: Os Novos Viajantes, MuBE, São Paulo, em 2018; Zona da Mata, MAC USP, São Paulo, em 2021 e Pedra Viva: Serra da Capivara, MuBE, em São Paulo, 2023. Publicou o livro Relicto editado pelo Museu da Cidade de São Paulo e Automática, em 2022.

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Publicado

2023-07-31

Edição

Seção

Dossiê