A exposição Pedra-carne como o jardim pré-adâmico de Meg Tomio Roussenq
Resumo
A exposição Pedra-carne de Meg Tomio Roussenq, realizada em 2021 na Fundação Cultural Badesc (Florianópolis, Santa Catarina) parte do encontro da artista com uma pedra e de sua possível materialidade humana. A investigação da pedra enquanto uma existência desdobra-se em um corpo implexo, explorado em pinturas sobre tela, objetos e aquarelas. Associado à noção de arquia de Jacques Derrida, do entendimento da arte como espaço de instauração de existências mínimas desenvolvido por David Lapoujade a partir dos estudos de Étienne Souriau, e ao conceito de infraleve de Marcel Duchamp, este artigo propõe pensar a narrativa criada em torno dos corpos ficcionais da exposição Pedra-carne como um jardim edênico e pré-adâmico.
Palavras-chave: Exposição Pedra-carne. Meg Tomio Roussenq. Corpos ficcionais. Existências mínimas. Infraleve.
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