Os espaços intermediários
Resumo
Este artigo se ocupa, em um tom ensaístico, dos espaços que intermedeiam elementos arquitetônicos, escultóricos, históricos, narrativos ou discursivos e que compõem a complexa experiência multissensorial até então negligenciada pela fortuna crítica convencional de jardins. Deslocando-se dos recursos utilizados em análises tradicionais dessa linguagem, John Dixon Hunt percorre os jardins de Little Sparta na Escócia; Rousham na Inglaterra; e Bomarzo na Itália, para focalizar a paisagem que preenche e alimenta uma rede de intersecções materializada nos jardins, em suas relações que complexificam a imbricação profunda entre inúmeras linguagens, espaço e tempo, natural e humano. Como discutirmos jardins e paisagens sem focar inteiramente em vários elementos que invocam comentários iconográficos ou literários? Um conjunto generoso de análises está focado nos itens presentes dentro de uma paisagem, a respeito dos quais é tão relativamente fácil oferecer considerações explicativas de significado ou de patronato que tendemos a esquecer a abundante quantidade de espaço entre eles. Então, como nós respondemos a eles?
Palavras-chave: Espaço intermediário. Jardim. Paisagem. Intermídia.
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