No jardim lutuoso de Iberê Camargo

paisagem de perda em “No vento e na terra”

Autores

Resumo

No vento e na terra I (1991), pintura de Iberê Camargo (1914-1994), é estudada aqui como alegoria do jardim lutuoso. No gesto plástico da obra, vislumbra-se um decaimento, uma paisagem que narra a intimidade perdida com o mundo e com aquilo que nomeamos de natureza. Sugerimos, neste artigo, interpretar a pintura pelas suas materialidades densas e rasteiras, ao modo de uma escuta sensível à ideia de jardim, na medida oblíqua do seu contraponto edênico, incorporando neste percurso outros trabalhos de arte e de literatura.  

Palavras-chave: Iberê Camargo. Jardim lutuoso. Paisagem. Arte. Natureza. Jardins de escultura. Arte e natureza.

 

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Biografia do Autor

Marcelo Lins Magalhães, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Instituto de Artes/UERJ)

Artista, Doutor em Letras (PPGL/UERJ), Pós-Doutor em Estudos de Literatura (POSLIT/UFF) e Professor Adjunto do Departamento de Linguagens Artísticas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Atualmente, seus interesses de pesquisa circundam a pintura na área de artes visuais e os estudos comparativos entre arte e literatura.

Aline Trigueiro, UFES

Doutora em Sociologia (PPGSA/UFRJ), Pós-Doutora em Letras (PPGL/UERJ) e Professora Associada do Departamento de Ciências Sociais e do Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais da Universidade Federal do Espírito Santo. Suas pesquisas e escritas voltam-se para temas como: ambiente; natureza; paisagem; arte; imagens e narrativas.

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Publicado

2023-07-31

Edição

Seção

Dossiê