No jardim lutuoso de Iberê Camargo
paisagem de perda em “No vento e na terra”
Resumo
No vento e na terra I (1991), pintura de Iberê Camargo (1914-1994), é estudada aqui como alegoria do jardim lutuoso. No gesto plástico da obra, vislumbra-se um decaimento, uma paisagem que narra a intimidade perdida com o mundo e com aquilo que nomeamos de natureza. Sugerimos, neste artigo, interpretar a pintura pelas suas materialidades densas e rasteiras, ao modo de uma escuta sensível à ideia de jardim, na medida oblíqua do seu contraponto edênico, incorporando neste percurso outros trabalhos de arte e de literatura.
Palavras-chave: Iberê Camargo. Jardim lutuoso. Paisagem. Arte. Natureza. Jardins de escultura. Arte e natureza.
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