Plantando um jardim de encosta

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Resumo

Este artigo retoma a experiência de criação, produção e execução do projeto em jardinagem Little Sparta, estabelecido em 1966 na Escócia pelos artistas Sue Finlay e Ian Hamilton Finlay. A artista reflete sobre as dinâmicas de implementação do jardim, idealizado por Ian Hamilton Finlay, quando à época era a responsável executiva por todos procedimentos em jardinagem, expondo a criação do jardim por meio de método experimental e intuitivo. Através de um uso brilhante do relato ensaístico, Sue Finlay aborda as dificuldades, as incertezas e as surpresas envolvidas no processo de cultivo do jardim, as escolhas estéticas e paisagísticas, as experiências quando criança com jardins, desdobrando-as em uma investigação sobre a vida imbrincada com a natureza, sobre o relato de memórias vividas, sobre a vida como arte do viver.

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Biografia do Autor

Sue Finlay

É escritora e artista. Foi, em sua breve carreira, em contato com o campo artístico, amanuense, produtora e executadora das obras de Ian Hamilton Finlay, no Reino Unidos e outros países. A partir de 1966, juntamente com Ian Hamilton Finlay cria Little Sparta, um jardim na encosta que congrega elementos artísticos, como escultura, instalação, site specific, arte da terra e poesia visual e paisagismo, jardinagem e seu cultivo, na propriedade rural Stonypath, na zona rural da Escócia, doada pelo pai da autora. É cofundadora juntamente com Martin Lev da Action for M.E. [Ação pela Encefalomielite miálgica].

Fercho Marquéz-Elul, PPGAV-UFRGS

É artista visual, pesquisador, professor e tradutor. Doutor bolsista CNPq no PPGAV-UFRGS-PV. É mestre em Artes Visuais (2018) PPGAV-UFRGS com bolsa CAPES e licenciado em Artes Visuais pela UEL (2016) com bolsa PIBID e PROART-UEL. Atualmente é editor da Revista Valise, vinculada ao PPGAV-UFRGS e representante discente do Doutorado na Comissão de Ações Afirmativas no mesmo programa. Organiza o projeto Lapidários: uma sessão expositiva e reprodutiva das pedras, desde 2020. Empreende através de objetos tridimensionais, frequentemente em madeira e glicerina, como também em outros meios, como texto, palavra e fotografia questões sobre instauração de processos artísticos, espaço, cidade e deslocamentos, processos de reprodução no ramo da escultura e escrita fragmentária.

 

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Publicado

2022-07-25