SHIBBOLETH: à flor da pele da razão
Resumo
Este artigo parte de certas imagens de Shibboleth, obra da artista colombiana Doris Salcedo, exposta na Galeria da Tate Modern, em Londres (2007/2008), para operar uma noção de imagem-intrusa, imagem-acidente e imagem-perturbação dentro do paradigma contemporâneo. Deseja-se dissolver, por vezes, conceitos e categorias artísticas, bem como, refletir sobre a incerteza, a exclusão e ruptura no mundo atual. Diante da força enunciativa dessa obra e sua razão, se intenta uma gestão teórica e estética a partir de Marguerite Duras, Marie-José Mondzain, Georges Didi-Huberman e Zygmunt Bauman, por meio de notas filosóficas-literárias capazes de lubrificar singulares experiências ressentidas. O estatuto desta abordagem inacabada evidencia a prática de uma outra lógica, de outra razão, uma à flor da pele, formadora de um pensamento sensível que se pergunta sobre a postura da artista e a plural singularidade da arte contemporânea.
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