PREVALÊNCIA DE DOENÇAS CRÔNICAS EM IDOSOS ATENDIDOS NA ÁREA DE ABRANGÊNCIA DA ESTRATÉGIA SAÚDE DA FAMÍLIA NO INTERIOR DO RS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.83855Palavras-chave:
Idosos. Doenças crônicas. Diabetes mellitus. Hipertensão arterial sistêmica. Multimorbidade.Resumo
Objetivo: avaliar a prevalência de doenças crônicas em idosos atendidos na Estratégia de Saúde da Família em um município do norte do estado do Rio Grande do Sul. Método: trata-se de um estudo transversal de dados secundários, realizado com indivíduos de 60 anos ou mais, através de prontuários eletrônicos do Sistema de Informação do Sistema Único de Saúde, no período de janeiro a dezembro de 2016. As doenças crônicas investigadas foram diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, acidente vascular cerebral, infarto, câncer e ainda a presença de multimorbidade para 2 ou mais doenças associadas. Também foram coletadas informações demográficas, internação nos últimos 12 meses e uso de tabaco. Os dados foram analisados através de software de estatística. Para as variáveis quantitativas foram calculadas as medidas de tendência central e dispersão, e para as variáveis qualitativas foram apresentas as frequências absolutas e relativas simples. Para as associações foi aplicado o Teste exato de Fisher e o Teste Qui-quadrado. Resultados: as doenças crônicas com maior prevalência foram hipertensão arterial sistêmica (37,3%) e diabetes mellitus (10,1%), simultaneamente hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus 9,1%, e a prevalência de multimorbidade foi de 11%. A média de idade foi de 70,02 anos (+7,93), sendo que a maioria tinha entre 60 a 69 anos (55,2%), eram do sexo feminino (57,7%), não haviam internado nos últimos 12 meses (98,6%) e não faziam uso de tabaco (97,3%). Foi observado maior prevalência de multimorbidade entre os idosos com 80 anos ou mais (p<0,001), e a associação entre doenças e sexo, a maior prevalência de Hipertensão Arterial foi no sexo feminino e maior prevalência de Infarto Agudo do Miocárdio no sexo masculino (p<0,05). Conclusão: os dados do estudo mostraram uma baixa prevalência de doenças crônicas e multimorbidade.
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