ATENÇÃO PREVENTIVA E EDUCATIVA EM SAÚDE DO IDOSO: UMA PROPOSTA DE INTEGRAÇÃO DE SABERES E PRÁTICAS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.52790Palavras-chave:
Envelhecimento. Promoção da Saúde. Expectativa de Vida Ativa. Doença Crônica.Resumo
O envelhecimento da população brasileira trouxe mudanças em seu perfil epidemiológico, como o aumento da ocorrência de doenças crônicas e incapacidades funcionais, além de maior demanda por serviços de saúde, representando um desafio para a Saúde Coletiva no conhecimento das suas especificidades. Nesse sentido, idosos do Programa de Assistência ao Idoso do SESC Minas, na cidade de Governador Valadares (MG), responderam a um questionário semiestruturado para variáveis socioeconômicas, condições de saúde e hábitos de vida a fim de se traçar um diagnóstico desta população e direcionar ações interdisciplinares educativas e preventivas como incentivo ao envelhecimento ativo. Os dados revelaram as principais doenças: hipertensão arterial (63,8%), osteoartrite (25,5%), cardiopatias (17%) e diabetes (10,6%). A polifarmácia foi identificada em 29,8% dos idosos, incluindo o uso de medicamentos alopáticos, fitoterápicos e plantas medicinais. Doze idosos (25,5%) relataram possuir lesões de pele, 72,3% informaram uso de próteses dentárias e 2,1% próteses ortopédicas. A maioria dos idosos classificou sua alimentação como saudável (85,1%), mas todos relataram algum tipo de perda funcional. Os resultados demonstram que o Programa Assistencial conta com idosos com o perfil de saúde semelhante ao da população idosa brasileira, com ampla ocorrência de doenças crônicas, edentulismo, incapacidades funcionais e elevado consumo de medicamentos. O presente estudo reforça a importância do trabalho interdisciplinar como subsídio para o desenvolvimento de intervenções mais sensíveis e eficazes, considerando a perspectiva do próprio indivíduo e suas necessidades.Downloads
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