Marcha dinâmica e fatores associados ao risco de quedas e provável sarcopenia
Marcha dinâmica e provável sarcopenia
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.157190Resumo
O envelhecimento populacional tem intensificado desafios relacionados à autonomia de pessoas idosas, destacando-se a sarcopenia como condição associada à perda de massa e força muscular, além do aumento do risco de quedas. Nesse contexto, a marcha dinâmica constitui importante indicador funcional, pois depende da integração dos sistemas neuromuscular, sensorial e cognitivo. O estudo, de caráter descritivo transversal, investigou idosos praticantes de treinamento combinado do projeto NATI (ESEF/UFPel), mediante instrumentos como SARC-F, circunferência da panturrilha, força de preensão manual (FPM) e Índice de Marcha Dinâmica. A amostra foi composta por 41 idosos (média de 75,4 anos), com predominância do sexo feminino. A maioria não apresentou sarcopenia nem redução de massa muscular, com baixos índices de quedas. Entretanto, parte dos participantes apresentou limitações leve a moderada na marcha dinâmica. Os achados evidenciaram que maiores limitações na marcha dinâmica estiveram associadas a maior número de quedas (p=0,046) e menor força de preensão manual (p=0,0461). Não houve associação significativa entre marcha e provável sarcopenia (p=0,086). De modo geral, os achados sugerem que limitações na marcha podem estar associadas a menor força muscular e maior risco de quedas em pessoas idosas.