O envelhecimento populacional e a digitalização dos serviços essenciais convergem na contemporaneidade brasileira, produzindo vulnerabilidades inéditas para a pessoa idosa. A exclusão digital manifesta-se em fases distintas, da inibição motivacional ao uso qualificado, e é amplificada pelo etarismo digital, que justifica a desatenção institucional ao público sessenta mais. Este trabalho tem por objetivo relatar a experiência do Curso Defensor Digital 60+, programa concebido pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas em parceria com a Fundação Universidade Aberta da Terceira Idade, em suas duas edições. Trata-se de relato de experiência inovador, de natureza descritivo-analítica, fundamentado na vivência institucional do programa e em dados institucionais secundários, anonimizados e agregados. A primeira edição formou mais de sessenta participantes em sessenta horas-aula e gerou redes virtuais de suporte mútuo entre pessoas idosas. A segunda edição, em execução, articula trinta horas-aula em quinze encontros, tendo a inteligência artificial generativa como eixo central. A pesquisa de satisfação aplicada na ação institucional de Itacoatiara revelou cem por cento de adesão entre os cinquenta e um participantes. O programa constitui modelo replicável de inclusão digital e educação em direitos humanos para a pessoa idosa.
da Costa Pinheiro, M., & Serique Bernardo, J. R. (2026). Fases da exclusão digital da pessoa idosa: relato de experiência do curso Defensor Digital 60+ em Manaus/AM. Estudos Interdisciplinares Sobre O Envelhecimento, 31(Suplemento 1). https://doi.org/10.22456/2316-2171.157156
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