Determinantes socioeconômicos da aderência em uma intervenção de telessaúde para idosos
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.157118Resumo
Este estudo teve como objetivo analisar a associação entre os determinantes de renda e escolaridade e a aderência de idosos a uma intervenção de telessaúde física e cognitiva. Trata-se de uma análise secundária de ensaio clínico randomizado, com 26 idosos (68,8 ± 6,7 anos) em risco de vulnerabilidade clínico-funcional. Os participantes realizaram 12 semanas de treinamento físico (TF, duas sessões semanais) ou físico-cognitivo (TFC, três sessões semanais), com supervisão via WhatsApp. A aderência foi definida pela frequência às sessões, utilizando-se estatística descritiva e inferencial. Os resultados demonstraram aderência média de 50,6%, com maior mediana no TF (70,8%) em comparação ao TFC (33,3%). Não houve associação significativa entre renda ou escolaridade e aderência (p > 0,05), embora tenha sido observada tendência positiva entre renda e aderência (ρ = 0,29). Apesar da considerável vulnerabilidade social dos participantes, os achados sugerem que o suporte de cuidado e o acompanhamento ativo podem atenuar desigualdades no engajamento. Em contrapartida, a maior complexidade do protocolo mostrou-se um limitador relevante. Conclui-se que a telessaúde, quando estruturada com mediação qualificada, apresenta potencial inclusivo, deslocando o foco das barreiras individuais para o modelo de entrega como determinante central da aderência.