CINEMA COMO TECNOLOGIA LEVE
ESTADOS DE HUMOR DE PESSOAS IDOSAS APÓS SESSÕES CINEMATOGRÁFICAS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.157091Resumo
O cinema tem sido utilizado em contextos terapêuticos e educativos como recurso audiovisual no cuidado ao envelhecimento, enquadrando-se como tecnologia leve de cuidado, voltada ao fortalecimento de vínculos, acolhimento e promoção do bem-estar. No campo da gerontecnologia, estratégias que integram lazer, interação social e saúde mostram-se alternativas acessíveis ao envelhecimento ativo, embora ainda sejam escassos os estudos sobre efeitos de intervenções cinematográficas com pessoas idosas. Este estudo avaliou mudanças nos estados de humor de pessoas idosas após sessões de cinema baseadas na Psicologia Positiva. Participaram 216 pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Foram utilizados a Lista de Estados de Ânimo Reduzida e Ilustrada (LEA-RI) e a Geriatric Depression Scale - versão reduzida (GDS-15). As sessões incluíram filmes selecionados pela força de caráter Humor: Patch Adams, Uma Mente Brilhante, A Vida é Bela e Peixe Grande e Suas Histórias Maravilhosas. Os resultados indicaram aumento de estados positivos como energia, leveza e felicidade após as sessões. Conclui-se que o cinema pode configurar uma estratégia gerontológica acessível, articulando lazer e tecnologia leve de cuidado para a promoção do bem-estar emocional, da convivência e da autoestima de pessoas idosas.
Palavras-chave: Gerontecnologia. Tecnologia leve. Lazer cultural. Cinema. Pessoas idosas.