Impactos psicossociais dos procedimentos estéticos minimamente invasivos faciais no envelhecimento: interfaces com a gerontecnologia
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.157086Resumo
Resumo: O envelhecimento humano está associado a mudanças na aparência facial que podem influenciar a autoimagem e o bem-estar psicológico. No campo da gerontecnologia, os procedimentos estéticos minimamente invasivos faciais podem ser compreendidos como tecnologias em saúde aplicadas ao envelhecimento, relacionadas à autoimagem e à experiência subjetiva do indivíduo. Entretanto, seus desfechos psicossociais ainda carecem de síntese integrada. Este estudo teve como objetivo analisar evidências científicas sobre os desfechos psicossociais associados aos procedimentos estéticos minimamente invasivos, com ênfase na autoestima, no bem-estar psicológico e na experiência subjetiva do envelhecimento. Trata-se de uma revisão integrativa da literatura, realizada nas bases PubMed/MEDLINE, ScienceDirect e Web of Science, considerando publicações entre 2015 e 2025. Foram identificados 386 estudos, dos quais 11 atenderam aos critérios de inclusão. Os resultados sugerem associação entre os procedimentos estéticos minimamente invasivos faciais e melhora na satisfação com a aparência, no bem-estar psicológico e na função social. Os efeitos foram observados em curto e médio prazo, com destaque para intervenções com toxina botulínica, preenchedores de ácido hialurônico e abordagens combinadas. Conclui-se que os procedimentos estéticos minimamente invasivos faciais estão associados a desfechos psicossociais favoráveis, especialmente relacionados à autoimagem e à percepção subjetiva do envelhecimento.