Corpos que lembram e resistem

Língua de sinais, saúde mental e envelhecimento de pessoas surdas

Autores

  • Wolney Gomes Almeida UNIVERSIDADE ESTADUAL DE SANTA CRUZ - UESC

DOI:

https://doi.org/10.22456/2316-2171.151345

Resumo

O presente artigo discute as relações entre língua de sinais, saúde mental e envelhecimento de pessoas surdas, considerando a linguagem como dimensão constitutiva da subjetividade e condição de possibilidade para o cuidado de si. A pesquisa parte do reconhecimento de que a ausência da Língua Brasileira de Sinais (Libras) em contextos sociais e institucionais produz formas de sofrimento psíquico e exclusão simbólica, sobretudo entre pessoas surdas idosas, que vivenciaram períodos de interdição linguística e isolamento comunicacional. A reflexão ancora-se em referenciais dos Estudos Surdos, da Análise do Discurso de orientação pós-estruturalista, da Filosofia da Diferença e dos Estudos do Envelhecimento, compreendendo a língua, o corpo e o tempo como materialidades interdependentes na constituição do sujeito. Adota-se uma abordagem qualitativa, teórica e documental, centrada na análise de discursos públicos e culturais que tematizam a surdez e a velhice. O estudo evidencia que o acesso à Libras não apenas amplia as possibilidades comunicativas, mas atua como dispositivo de resistência, memória e saúde mental, permitindo que o corpo surdo envelheça com dignidade, pertencimento e autonomia simbólica. Conclui-se que reconhecer a Libras como linguagem do cuidado é reconhecer a própria diferença como forma de vida.

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Publicado

2026-08-05 — Atualizado em 2026-08-05

Versões

Como Citar

Almeida, W. G. (2026). Corpos que lembram e resistem: Língua de sinais, saúde mental e envelhecimento de pessoas surdas . Estudos Interdisciplinares Sobre O Envelhecimento, 31(1). https://doi.org/10.22456/2316-2171.151345

Edição

Seção

Artigos originais