COMPROMETIMENTO COGNITIVO EM PESSOAS IDOSAS RURAIS DO SUL DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.140732Resumo
O comprometimento cognitivo pode ser um problema de saúde relacionado ao envelhecimento. Embora estudos indiquem alta prevalência desse desfecho entre pessoas idosas em áreas urbanas, ainda são escassas as pesquisas em populações rurais. Este estudo teve como objetivo estimar a prevalência e os fatores associados ao risco de comprometimento cognitivo em idosos residentes na zona rural de um município no sul do Brasil. Trata-se de um estudo transversal com dados do acompanhamento de 770 idosos de uma coorte rural. Foram avaliadas variáveis como sexo, idade, escolaridade, renda, estado civil, região de moradia, além de fatores como alcoolismo, tabagismo e condições de saúde. Utilizaram-se os instrumentos Vulnerable Elders Survey-13, SARC-CalF e o Mini-Exame do Estado Mental. As análises bruta e ajustada foram realizadas por regressão de Poisson para estimar as Razões de Prevalência (RP). A prevalência de comprometimento cognitivo, estratificada por escolaridade, foi de 42,7% (IC95%: 39,2%–46,3%). Após ajuste, sexo feminino, idade mais avançada, menor renda familiar e maior vulnerabilidade foram fatores associados ao comprometimento cognitivo. O estudo evidenciou alta prevalência de comprometimento cognitivo entre idosos da zona rural. Esses achados reforçam a importância de políticas públicas de saúde voltadas para o envelhecimento saudável em áreas rurais.