SUFICIÊNCIA DE FINANCIAMENTO DAS INSTITUIÇÕES DE LONGA PERMANÊNCIA PARA AS PESSOAS IDOSAS: DESAFIOS ÀS OFERTAS, GESTÃO E POLÍTICAS DE CUIDADOS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.139729Resumo
Introdução: No Brasil, dentre as modalidades de cuidados de longa duração, as Instituições de Longa Permanência para Idosos (ILPIs) ocupam lugar de destaque por ser a segunda modalidade de cuidados mais prevalente depois da família. Observa-se que o financiamento das instituições se caracteriza como o grande calcanhar de Aquiles da gestão desses locais em função da escassez de políticas de financiamento dos cuidados. Objetivo: Compreender, pela ótica dos gestores e responsáveis técnicos de ILPIs brasileiras, como o financiamento das instituições se associa ao desenvolvimento das ofertas assistenciais e gestão do cuidado. Materiais e Métodos: Trata-se de estudo transversal, exploratório e quantitativo, em que foram aplicados formulários construídos e disponibilizados por meio da ferramenta do Google Forms com questões relativas às características e financiamento das ILPIs, bem como a compreensão da RDC nº 502/2021. Foram investigados 90 Responsáveis Técnicos e gestores durante o segundo semestre de 2021. Resultados e Discussão: Pouco menos da metade participantes classificaram o financiamento da instituição como insuficiente, elegendo as categorias “muito pouco a mais ou menos” para cobrir os gastos da instituição. Houve associações entre percepção de suficiência de financiamento das instituições, suficiência de recursos humanos (p<0,001), à adequação da estrutura física (p=0,028) e a variáveis associadas à elaboração do plano de atenção à saúde da RDC nº 502/2021. Conclusão: O financiamento das ILPI se associou às condições estruturais, de recursos humanos e de atenção em saúde prevista pela RDC nº 502/2021. Dessa forma, investir no financiamento das instituições garantirá a melhor oferta dos cuidados.