DOR CRÔNICA E NÍVEL DE ATIVIDADE FÍSICA DE IDOSOS MORADORES DO AMBIENTE RURAL DE UM PEQUENO MUNICÍPIO DO OESTE CATARINENSE
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.139507Resumo
Introdução: No Brasil o número de pessoas idosas está crescendo de forma acelerada e muitos convivem com diferentes condições crônicas, sendo uma das mais comuns a dor. Objetivos: Analisar a dor crônica e a relação com o nível de atividade física de idosos moradores de um município de pequeno porte no oeste de Santa Catarina. Métodos: Pesquisa de cunho quantitativo e transversal, realizada com 275 pessoas idosas do meio rural de um município de pequeno porte no oeste de Santa Catarina. Foram utilizados os instrumentos de coleta Miniexame do Estado Mental (MEEM); Geriatric Pain Measure (GPM); Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ); Escala Visual Analógica da dor (EVA) e, para análise, foram utilizados o teste não-paramétrico U de Mann-Whitney e teste Kruskall Wallis. Resultados: As mulheres têm maiores índices de dor, uso de medicamentos e quantidade de doenças crônicas. Pessoas idosas entre 60-69 anos são mais ativas quando comparadas ao público de ≥70 anos. Diferenças estatisticamente significativas foram encontradas entre homens e mulheres idosos nas variáveis da escala geriátrica de dor (p=0,039), quantidade de medicamentos (p=0,041), quantidade de doenças crônicas (p=0,008), bem como, entre o grupo Sedentário/Insuficientemente ativo (S/IA) e Ativo/Muito ativo (A/MA) nas variáveis tempo de dor (p=0,020) e quantidade de medicamentos (p=0,015). Conclusão: Mobilizar recursos para estruturar programas que incentivem as pessoas idosas a se manterem ativas ao longo do curso da vida se faz necessário, principalmente para prevenir condições crônicas tão comuns nessa fase.