FATORES ASSOCIADOS À POLIFARMÁCIA EM IDOSOS ATENDIDOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE

Autores

  • Elisandra Andreia da Rosa
  • Ernesto Simon Gehrke
  • Amauri Braga Simonetti
  • Lissandra Glusczak
  • Maríndia Biffi
  • Gustavo Olszanski Acrani
  • Ivana Loraine Lindemann Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS)

DOI:

https://doi.org/10.22456/2316-2171.137311

Resumo

Objetivou-se estimar a prevalência da polifarmácia (uso simultâneo de cinco ou mais medicamentos - com intervalo de confiança de 95% - IC95) e os fatores associados (Razões de Prevalência - RP - brutas e ajustadas), e descrever a frequência das classes medicamentosas encontradas. Trata-se de um estudo transversal, realizado com idosos (idade ≥60 anos) acompanhados na Atenção Primária à Saúde (APS) no ano de 2019, cujos dados foram coletados de prontuários eletrônicos. Na amostra de 1.728 participantes, observou-se 52% (IC95 50-55) de polifarmácia, com maior probabilidade entre mulheres (RP=1,19; IC95 1,13-1,26), naqueles com idade ≥80 anos (RP=1,26; IC95 1,12-1,43), com ensino fundamental incompleto (RP=1,17; IC95 1,05-1,32), com multimorbidade (RP=1,34; IC95 1,13-1,58), com hipertensão arterial sistêmica (RP=2,03; IC95 1,48-2,78), com sobrepeso (RP= 1,19; IC95 1,01-1,41), com dislipidemia (RP=1,08; IC95 1,02-1,14), com diabetes mellitus (RP=1,15; IC95 1,03-1,30), com infarto agudo do miocárdio (RP=1,23; IC95 1,01-1,50) e em quem faz uso de práticas integrativas e complementares (RP=1,23 IC95 1,04-1,46). Em relação à cor da pele, verificou-se que idosos brancos apresentaram redução de 9% na probabilidade de polifarmácia (RP=0,91; IC95 0,84-0,99). Entre polimedicados, observou-se maior prevalência de anti-hipertensivos (91,4%), estatinas (70,2%), anti-inflamatórios não esteroideis (50,7%), antidepressivos (43,4%) e inibidores da bomba de prótons (48%). Constatou-se alta taxa de polifarmácia em idosos atendidos na APS e, portanto, deve ser dada atenção especial a essa população, pois a polifarmácia está relacionada à presença de multimorbidade, o que ocasiona maiores riscos de interações medicamentosas e efeitos adversos. Além disso, verificou-se presença preocupante de medicamentos inapropriados para idosos.

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Publicado

2024-12-10

Como Citar

da Rosa, E. A., Simon Gehrke, E., Braga Simonetti, A., Glusczak, L., Biffi, M., Olszanski Acrani, G., & Lindemann, I. L. (2024). FATORES ASSOCIADOS À POLIFARMÁCIA EM IDOSOS ATENDIDOS NA ATENÇÃO PRIMÁRIA EM SAÚDE . Estudos Interdisciplinares Sobre O Envelhecimento, 29(1). https://doi.org/10.22456/2316-2171.137311

Edição

Seção

Artigos originais