POLIFARMÁCIA EM IDOSOS RESIDENTES EM UM MUNICÍPIO DO ESPÍRITO SANTO DURANTE A PANDEMIA POR COVID-19
ACHADOS E IMPLICAÇÕES
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.136799Resumo
A ocorrência da polifarmácia está relacionada ao aumento da demanda por medicamentos entre idosos e pode resultar em maior incidência de reações adversas, exigindo atenção especial à saúde dessa população. O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência da polifarmácia e seus fatores associados entre idosos residentes no município de Alegre, Espírito Santo. Realizou-se um estudo epidemiológico com delineamento transversal, por meio de inquérito domiciliar, no município de Alegre, no período de novembro a dezembro de 2021. Neste estudo a ocorrência da polifarmácia foi definida como o uso de cinco ou mais medicamentos simultaneamente. A análise descritiva dos dados foi realizada por meio de distribuição de frequências para as variáveis categóricas e média e desvio-padrão para as variáveis contínuas. Os fatores associados à polifarmácia foram analisados por meio de regressão de Poisson com variância robusta. Foram entrevistadas 697 pessoas, das quais 299 tinham 60 anos ou mais. Entre esses idosos, 87 (29,0%) estavam em polifarmácia. Os fatores associados à ocorrência de polifarmácia foram: pior autopercepção de saúde, uso da Farmácia Básica Municipal no último ano, prática da automedicação, presença de dislipidemia, diabetes mellitus, hipertensão arterial, depressão e hipotireoidismo. Conclui-se que há necessidade de promover a saúde e o bem-estar dessa população, assegurando um tratamento adequado e seguro, e, ao mesmo tempo, prevenindo os riscos relacionados à polifarmácia. Essa atenção é especialmente relevante diante da associação entre a polifarmácia e o uso de medicamentos por conta própria, a piora na percepção da própria saúde e a presença de múltiplas comorbidades.