POLIFARMÁCIA EM IDOSOS RESIDENTES EM UM MUNICÍPIO DO ESPÍRITO SANTO DURANTE A PANDEMIA POR COVID-19

ACHADOS E IMPLICAÇÕES

Autores

  • Laylla Hubner Oliveira Universidade Federal do Espírito Santo
  • Patrícia Silva Bazoni Universidade Federal do Espírito Santo (UFES)
  • Ronaldo José Faria Universidade Federal do Espírito Santo
  • Ana Luisa Horsth Universidade Federal do Espírito Santo
  • Alciellen Mendes da Silva Universidade Federal do Espírito Santo
  • Eduardo Frizzera Meira Universidade Federal do Espírito Santo
  • Jéssica Barreto Ribeiro dos Santos Universidade Federal do Espírito Santo
  • Michael Ruberson Ribeiro da Silva Universidade Federal do Espírito Santo

DOI:

https://doi.org/10.22456/2316-2171.136799

Resumo

A ocorrência da polifarmácia está relacionada ao aumento da demanda por medicamentos entre idosos e pode resultar em maior incidência de reações adversas, exigindo atenção especial à saúde dessa população. O objetivo deste estudo foi analisar a prevalência da polifarmácia e seus fatores associados entre idosos residentes no município de Alegre, Espírito Santo. Realizou-se um estudo epidemiológico com delineamento transversal, por meio de inquérito domiciliar, no município de Alegre, no período de novembro a dezembro de 2021. Neste estudo a ocorrência da polifarmácia foi definida como o uso de cinco ou mais medicamentos simultaneamente. A análise descritiva dos dados foi realizada por meio de distribuição de frequências para as variáveis categóricas e média e desvio-padrão para as variáveis contínuas. Os fatores associados à polifarmácia foram analisados por meio de regressão de Poisson com variância robusta. Foram entrevistadas 697 pessoas, das quais 299 tinham 60 anos ou mais. Entre esses idosos, 87 (29,0%) estavam em polifarmácia. Os fatores associados à ocorrência de polifarmácia foram: pior autopercepção de saúde, uso da Farmácia Básica Municipal no último ano, prática da automedicação, presença de dislipidemia, diabetes mellitus, hipertensão arterial, depressão e hipotireoidismo. Conclui-se que há necessidade de promover a saúde e o bem-estar dessa população, assegurando um tratamento adequado e seguro, e, ao mesmo tempo, prevenindo os riscos relacionados à polifarmácia. Essa atenção é especialmente relevante diante da associação entre a polifarmácia e o uso de medicamentos por conta própria, a piora na percepção da própria saúde e a presença de múltiplas comorbidades.

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Publicado

2025-12-30

Como Citar

Oliveira, L. H., Bazoni, P. S., Faria, R. J., Horsth, A. L., da Silva, A. M., Meira, E. F., … da Silva, M. R. R. (2025). POLIFARMÁCIA EM IDOSOS RESIDENTES EM UM MUNICÍPIO DO ESPÍRITO SANTO DURANTE A PANDEMIA POR COVID-19: ACHADOS E IMPLICAÇÕES. Estudos Interdisciplinares Sobre O Envelhecimento, 30. https://doi.org/10.22456/2316-2171.136799

Edição

Seção

Artigos originais