SINGULARIDADES DA MORADIA NA PERSPECTIVA DA PESSOA IDOSA
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.135730Resumo
Uma moradia adequada, além de proporcionar abrigo, deve garantir atributos que ofereçam segurança, acolhimento e identidade com o lugar, promovendo o bem-estar da pessoa. Este artigo tem como objetivo destacar as singularidades da moradia, ou seja, características específicas que a tornam adequada na perspectiva do morador. O estudo foi realizado por meio de visitas de campo no Vila Dignidade de Araraquara, um programa do Estado de São Paulo destinado a pessoas idosas independentes para as atividades cotidianas, com vínculos familiares enfraquecidos ou inexistentes e que recebem até um salário mínimo. A pesquisa também abrangeu o entorno do programa, possibilitando uma análise aplicável a outros contextos habitacionais. A coleta de dados foi realizada com entrevistas semiestruturadas, incluindo dados socioeconômicos e questões abertas sobre a percepção dos participantes sobre a moradia. Os resultados obtidos em ambos os lugares foram comparados e retrataram que a visão dos partipantes em relação à moradia adequada, geralmente, está vinculada aos aspectos construtivos ou “condições de habitabilidade” e, também, às condições subjetivas classificadas no estudo como “bem-estar/subjetividade”. Embora o perfil socioeconomico dos moradores do Vila Dignidade e do entorno e as construções possuam proximidades, notou-se diversidade em relação ao ponto de vista pessoal sobre a adequação da casa. Pôde-se inferir que as singularidades autopercebidas constituem importante aporte à visão sensível sobre o lar. Além disso, ao analisar as percepções e experiências dos moradores, este estudo pode oferecer contribuições relevantes para a formulação de políticas públicas habitacionais voltadas à promoção de uma velhice ativa e saudável.