O USO DE TECNOLOGIAS MÓVEIS: PERCEPÇÕES DAS PESSOAS IDOSAS SOBRE SUAS APRENDIZAGENS NO ENSINO REMOTO E À DISTÂNCIA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2316-2171.135628

Resumo

Introdução: A COVID-19 ocasionou o fechamento de escolas, impactando mais de 1,5 bilhão de pessoas em todo o mundo, de acordo com a ONU. Diante disso, o ensino remoto (ER) e à distância (EaD) ganharam força, sendo amplamente adotadas devido à magnitude da pandemia. O objetivo deste estudo foi identificar a percepção das pessoas idosas em relação à aprendizagem no uso de tecnologias móveis pelo ER e EaD. Metodologia: Trata-se de um estudo qualitativo realizado com 48 pessoas idosas, sendo 24 na modalidade ER e 24 na modalidade EaD. Foi aplicado um questionário semiestruturado com informações sobre os motivos que levaram os participantes a se matricular e aprender a usar smartphone, suas experiências, dificuldades e capacidade de lidar com produtos e serviços pelo smartphone. A análise dos dados foi realizada pelo método de análise temática de Bardin (2016). Resultados: as pessoas idosas buscaram aprender a usar o smartphone por razões de aprendizagem, independência e interesse, e relataram benefícios em suas vidas diárias, como: uso de redes sociais e participação em atividades remotas. As principais dificuldades antes e depois da intervenção foram questões financeiras (compra de dispositivo, pacote de Internet, dentre outros), segurança, comunicação e transferência de dados, com destaque para o medo de fraudes e golpes. Conclusão: Em ambas as modalidades de ensino, as pessoas idosas perceberam maiores ganhos em aprendizagem, independência no uso de dispositivo móvel e de smartphone e maior socialização.

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Biografia do Autor

Jocênio Marquios Epaminondas, Instituto Federal de Brasília - IFB

Doutor em Gerontologia pela Universidade Católica de Brasília - UCB/DF; Mestre em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Santa Catarina; Especialização em Educação e em Redes de Computadores; Graduado em Administração de Empresas e em Análise de Sistemas; e Licenciado em Informática. É Servidor Efetivo do IFB - Instituto Federal de Brasília, Professor EBTT Informática-REDES lotado no Campus Ceilândia, Professor-Formador - Redes de Computadores do Ead/IFB, Avaliador de Reconhecimento e Renovação de Reconhecimento de Curso Superior do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior - BASis/INEP. É Lider Pesquisador do Grupo de Inclusão Digital e Social do IFB (IFB60+). Foi Membro Titular do Conselho Superior do IFB - CONSUP (2016-2021), Membro Titular do Conselho Editorial Editora do IFB - CONSED (2018-2020), Coordenador de Pesquisa e Extensão do Campus Ceilândia (2014-2016), Membro Titular do Núcleo de Inovação Tecnológica - NIT (2015-2017), Coordenador do Programa de Inclusão Digital e Promoção Social da Terceira Idade do Edital PROEXT/2016-CAPES no Campus Ceilândia durante o ano de 2016 e colaborador do mesmo em 2017. Tem experiência na área de Administração, Ciência da Computação, atuando principalmente nos seguintes temas: Redes de Computadores, Segurança da Informação, Inclusão Digital para Pessoas Idosas, Tecnologia Assistiva. Autor de livros na área de inclusão digital para pessoas idosas.

Vicente Paulo Alves, Universidade Católica de Brasília (UCB)

Graduado em Filosofia pela Universidade Católica de Brasília (1998), mestre em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma - Itália (1991) e doutor em Ciências da Religião pela Universidade Metodista de São Paulo (2003). É professor do Programa de Pós-Graduação em Gerontologia (Mestrado e Doutorado). Leciona no curso de graduação em Medicina desde fevereiro de 2010, na disciplina de Internato em Saúde Comunitária, bem como no curso de Filosofia em Ambiente Virtual. Tem experiência profissional como professor de ensino superior desde 1991, nas áreas de Qualidade de Vida e Envelhecimento, Ética, Bioética, Ciência da Religião. É professor do núcleo permanente na Linha de Pesquisa 1 (Saúde, Funcionalidade no Envelhecimento) e Linha 2 (Sociedade, Tecnologia e Inovação Gerontológia) do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gerontologia, realizando pesquisas em pesquisas na área envelhecimento e religiosidade, Políticas Públicas para o envelhecimento, o uso das tecnologias de informação e comunicação (TIC) pelos idosos. Concluiu o pós-doutorado no Departamento Cárdio-Vascular-Toráxico e Saúde Pública na Universidade de Pádua (Itália).

Taiuani Marquine Raymundo, Universidade Federal do Paraná (UFPR)

Terapeuta Ocupacional graduada pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (UNESP - 2010). Mestra (2013) e Doutora (2017) em Ciências - área de Bioengenharia, pela Universidade de São Paulo (USP - 2013/2017). Especialista em Gerontologia pela Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia (SBGG) e em Terapia Ocupacional em Gerontologia pelo Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO). Docente do Departamento de Terapia Ocupacional da Universidade Federal do Paraná (UFPR) desde fevereiro de 2015. Foi Coordenadora da Universidade Aberta da Maturidade da UFPR de 2018 a 2021. Atualmente é Pós-Doutoranda na Hogeschool Utrecht (HU) - Utrecht University of Applied Sciences (Nerderlands) no centro de pesquisa "Healthy and Sustainable Living", especificamente no grupo de pesquisa "Technology for Healthcare Innovations". É sócia fundadora da Sociedade Brasileira de Gerontecnologia (SBGTec) atuando na Comissão de Comunicação. É Oficial de Comunicação no Comitê Executivo da Sociedade Internacional de Gerontecnologia (ISG). Tem experiência na área de Terapia Ocupacional, com ênfase em Gerontologia, atuando principalmente nas seguintes subáreas: Gerontecnologia (Inclusão Digital de Idosos e Aging in Place), Envelhecimento Saudável, Envelhecimento Cognitivo e Intervenções Cognitivas.

Karla Helena Coelho Vilaça e Silva, Universidade Católica de Brasília (UCB)

Doutorado (2006-2010, bolsista CNPq) em Investigação Biomédica no Departamento de Clínica Médica - Divisão de Geriatria pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo-FMRP/USP. Realizou mestrado (2004-2006, bolsista CAPES). Possui graduação em Fisioterapia pela Universidade de Franca, especialização em ortopedia e residência em Fisioterapia Aplicada à Geriatria pela Universidade de Franca (bolsista FUNADESP). Foi professora substituta da disciplina teórica e do estágio supervisionado em Fisioterapia Geriátrica (40h) da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar). É professora desde 2011 do Programa de Pós-Graduação Stricto Sensu em Gerontologia da Universidade Católica de Brasília (UCB) atuando como professora do núcleo permanente na Linha de Pesquisa 1. Aspectos Físicos, Biológicos, Epidemiológicos e Tecnológicos do Envelhecimento. É professora também da graduação no curso de Fisioterapia com experiência na área de Fisioterapia com ênfase em saúde coletiva, saúde do idoso e saúde da mulher. Atuando principalmente nos seguintes temas: saúde do idoso, gerontecnologia, longevidade, saúde da mulher, composição corporal, capacidade funcional, gerontologia e promoção de saúde. Membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia - SBGG, membro da Rede de Programas Interdisciplinares em Envelhecimento - REPRINTE e da Associação Brasileira de Fisioterapia em Gerontologia ABRAFIGE.

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Publicado

2024-12-28

Como Citar

Epaminondas, J. M., Alves, V. P., Raymundo, T. M., & Vilaça e Silva, K. H. C. (2024). O USO DE TECNOLOGIAS MÓVEIS: PERCEPÇÕES DAS PESSOAS IDOSAS SOBRE SUAS APRENDIZAGENS NO ENSINO REMOTO E À DISTÂNCIA. Estudos Interdisciplinares Sobre O Envelhecimento, 29(1). https://doi.org/10.22456/2316-2171.135628

Edição

Seção

Artigos originais