O QUE FALTA PARA BRASÍLIA SER UMA CIDADE AMIGA DA PESSOA IDOSA
PERSPECTIVAS DE TERRITÓRIOS ASSIMÉTRICOS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.135584Resumo
Viver mais e viver na cidade são duas máximas da atualidade. Contudo, a velhice é vivenciada distintamente no centro e na periferia. Neste contexto, deve-se almejar a função social da cidade como garantidora do direito a uma vida digna e cidadã das pessoas idosas no espaço urbano reduzindo as desigualdades e segregações. Este estudo tem como objetivo analisar as percepções e concepções das pessoas idosas moradoras de 4 regiões distintas de Brasília quanto a amigabilidade da cidade com a população 60+. Trata-se de uma pesquisa de abordagem qualitativa com análise de conteúdo temático e utilização do software NVivo. O significado de cidade amiga da pessoa idosa, evidenciado pela Nuvem de Palavras, destaca os termos: acessibilidade, respeito, acolhedora, saúde, qualidade, serviços e segurança. Estes termos tiveram pesos distintos entre as regiões socio-demograficamente assimétricas. Já, para identificar os elementos estruturantes necessários para denominar Brasília uma cidade amiga da pessoa idosa, as palavras mais frequentes foram: respeito, saúde, serviços, transporte e segurança. Ao oportunizarmos a escuta da pessoa idosa e o seu desempenho de protagonismo na avaliação comunitária foi possível compreendermos as particularidades e assimetrias territoriais diante do envelhecimento populacional da capital do Brasil.