PANDEMIA DA COVID-19 E CONDIÇÕES DE SAÚDE DE PESSOAS IDOSAS INSTITUCIONALIZADAS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.134780Resumo
Objetivo: Avaliar as possíveis implicações da COVID-19 nas condições nutricionais e de saúde de pessoas idosas institucionalizadas. Métodos: Estudo longitudinal realizado com residentes de uma instituição de longa permanência para pessoas idosas do interior de Minas Gerais, Brasil. Realizou-se análise bivariada para avaliar as variáveis bioquímicas e antropométricas antes e após a infecção por COVID-19. Resultados: Do total de 38 pessoas idosas institucionalizadas, 84,2% (n=32) foram contaminadas pela COVID-19, das quais 68,8% (n=22) eram do sexo feminino, com média de idade de 83,8 (DP+6,9) anos. Dentre os infectados, 12,5% (n=4) foram hospitalizados, 6,3% (n=2) necessitaram de ventilação mecânica e 18,7% (n=6) morreram. Dos indivíduos que foram à óbito 50,0% (n=3) estavam com baixo peso e 16,6% (n=1) com sobrepeso. Comparado ao período anterior à pandemia, as médias dos níveis de eritrócitos, glicose, triglicérides, vitamina D, sódio, potássio, aspartato aminotransferase e perímetro da panturrilha foram significativamente menores após a doença (p<0,05). Conclusão: Este estudo revela que as condições nutricionais e clínicas dos residentes apresentaram piora após a infecção, com destaque para a redução dos níveis de vitamina D e do perímetro da panturrilha, o que pode aumentar o risco de complicações como sarcopenia e fragilidade.