EXERCÍCIO FÍSICO REMOTO E SEUS RESULTADOS CLÍNICO-FUNCIONAIS EM IDOSOS ATIVOS DURANTE A PANDEMIA POR SARS-COV-2
Exercício físico remoto e seus resultados clínico-funcionais em idosos
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.134593Resumo
Em março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS) decretou a pandemia por SARS-CoV-2, a COVID-19. Houve prejuízos em todas as áreas e mortes, mas alguns grupos foram mais afetados, como idosos. Objetivo: identificar alterações no estado clínico funcional de idosos ativos, submetidos a atividade física remota durante o período de isolamento. Metodologia: este estudo quase-experimental obteve dados de arquivos de projeto de extensão de universidade pública brasileira. A amostra foi de 83 idosos de ambos os sexos, distribuídos em grupos, um controle composto pelos que não aderiram ao formato online e um grupo intervenção, que recebeu protocolo de exercícios pelo Zoom Meeting. O estudo tem aprovação do Comitê de Ética e Pesquisa. O instrumento índice de vulnerabilidade clínico funcional (IVCF-20), foi aplicado pré- e pós-intervenções. Analisou-se dados referentes a 36 sessões de exercícios. As intervenções eram relacionadas à mobilidade, ganho de força muscular, equilíbrio e redução do risco de quedas. Resultados: participaram 83 idosos, 67,88± anos, as comparações foram realizadas pelo Ancova fatorial mista com medidas repetidas. A diferença média do estrato do IVCF20 intragrupos para o grupo controle foi de 0,54 e para o grupo intervenção de ‑0,36. A diferença média entre grupos foi de ‑0,90. Conclusão: os exercícios realizados de maneira remota foram capazes de evitar perdas funcionais, mas não foram capazes de provocar ganhos funcionais, avaliados pelo IVCF-20, na amostra de idosos treinados. O estudo tem utilidade por referir-se a período de alta vulnerabilidade e população com maior risco de desfechos negativos.