NÍVEIS DE DEPRESSÃO E ESPERANÇA EM PARTICIPANTES DE UM PROGRAMA DE UNIVERSIDADE ABERTA À TERCEIRA IDADE
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.134494Resumo
Objetivo: analisar os níveis de depressão e esperança em participantes da Universidade Aberta à Terceira Idade, comparando variáveis socioeconômicas, saúde e participação. Método: Estudo transversal feito com 80 participantes. Foram aplicados as Escala de Esperança de Herth e de Depressão Geriátrica, dados sociodemográficos (sexo, habitação, nível educacional, renda, grupos sociais), informações referentes à saúde (atividade física, autoavaliação da saúde, doença crônica, diagnóstico de depressão e uso de medicamentos de depressão) e dados de participação no programa (tempo de permanência, formato das atividades, atividade principal e tempo de trajeto). São apresentadas as estatísticas descritivas das variáveis e devido às características dos dados, adotou-se os modelos não paramétricos Mann-Whitney para variáveis com duas categorias, Kruskal-Wallis para variáveis com mais de duas categorias, sendo utilizado o post hoc test de Dunn com correção de Bonferroni, além da correlação de Spearman para avaliar as variáveis quantitativas. Resultado: Observou-se que os participantes pesquisados apresentaram baixos níveis de depressão (média 2,17 e desvio padrão ±2,52) e altos níveis de esperança (média 38,33 e desvio padrão ±5,32). Quanto à depressão, os resultados sugerem que pertencer a um grupo social, receber diagnóstico de depressão e fazer uma autoavaliação positiva da saúde influenciam o escore de depressão. Em relação à esperança, constatou-se que o diagnóstico de depressão, o uso de medicamentos para depressão e a autoavaliação da saúde exercem um impacto estatisticamente significativo. Conclusão: Os idosos entrevistados da Universidade Abertas à Terceira Idade apresentam alto nível de esperança e baixo nível de depressão.