RACE INEQUALITY AND UNDERNUTRITION IN OLDER BRAZILIAN ADULTS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.133739Resumo
Objetivo: Avaliar a desnutrição em idosos segundo a cor da pele e outros fatores associados. Delineamento: estudo transversal. Cenário: estudo de base populacional realizado em 2015, Brasil. Participantes: Adultos com 60 anos ou mais (n=1.224) do Estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento). Métodos: Um modelo de regressão logística hierárquica foi usado para analisar fatores associados à desnutrição em idosos (categoria de referência: peso normal). As variáveis sociodemográficas e econômicas, seguidas pelo estado de saúde e aspectos comportamentais, considerados o fator mais proximal para a desnutrição. Resultados: Enquanto ser branco, amarelo ou pardo não esteve relacionado à desnutrição, a cor da pele preta aumentou a chance do idoso ser desnutrido (OR: 2,52; IC 95%: 1,18-5,36). Além disso, os fatores sociais - atividades sociais (OR: 1,60; IC 95%: 1,02-2,51), clínicos - autoavaliação da saúde regular (OR: 1,83; IC 95%: 1,17-2,86) e ruim (OR: 2,60; 95 % IC: 1,10-6,11) e ter uma doença (OR: 0,49; IC 95%: 0,30-0,81) e duas ou mais doenças (OR: 0,27; IC 95%: 0,15-0,46) foram associadas à desnutrição. Conclusões: Os idosos negros têm maior chance de serem desnutridos. Políticas equitativas podem prevenir esse desfecho, que está relacionado à fragilidade e maior mortalidade na velhice. Os profissionais de saúde também devem considerar essas particularidades em seu planejamento assistencial.