INTERGERACIONALIDADE E ENVELHECIMENTO NA INTERFACE DAS POLÍTICAS PÚBLICAS: REVISÃO INTEGRATIVA
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.129050Resumo
Com o envelhecimento populacional, vislumbra-se o aumento da necessidade de cuidados para a população idosa, tornando imprescindível a implementação de programas e práticas intergeracionais que fomentem políticas públicas, face à realidade da longevidade. Este estudo tem como objetivo discutir a articulação entre Intergeracionalidade e envelhecimento na interface das políticas públicas propostas nas publicações científicas das últimas décadas. Trata-se de uma revisão integrativa cujo levantamento de produções científicas foi realizado em março de 2022, sendo a pesquisa guiada pela seguinte questão: como as políticas públicas contribuem para fomento de práticas intergeracionais em diferentes países? Como resultado, foram selecionados 25 artigos que compuseram o estudo. Na análise, emergiram três categorias, a saber: políticas públicas e prioridades intergeracionais quanto ao envelhecimento, co-residência e contato intergeracional, apoio intergeracional e cuidado e atenção às adversidades no envelhecimento. Destaca-se que a Intergeracionalidade foi identificada como necessidade comum nos países estudados, apresentando-se as famílias como primeira instância intergeracional e principal eixo da intergeracionalidade, ainda que marcadas por conflitos e enfrentamento de adversidades. Além disso, as relações intergeracionais se mostraram positivas e negativas no envelhecimento, principalmente para as pessoas idosas e a construção de políticas de cuidados que auxiliem as famílias, identificada como uma medida importante para o fortalecimento das relações intergeracionais intrafamiliares mais positivas. Conclui-se que a conquista da convivência intergeracional e do envelhecimento saudável não é apenas uma questão de proposição nas políticas públicas, é necessário mantê-la na pauta de discussão enquanto questão sociofamiliar e humanitária de forma global.