PREVALÊNCIA E FATORES ASSOCIADOS AO RISCO DE DISFAGIA EM PESSOAS IDOSAS DA COMUNIDADE.
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.128330Resumo
Objetivo: avaliar os fatores relacionados ao risco de disfagia em mulheres idosas da comunidade atendidas em uma Unidade Secundária de Saúde. Método: estudo transversal com abordagem quantitativa, realizado com 258 mulheres idosas de um Ambulatório de Geriatria e Gerontologia no período de setembro de 2021 a fevereiro de 2022. Foram realizados testes físicos (TUG, preensão palmar e velocidade de marcha), avaliação de composição corporal e pesquisa em prontuários da Instituição (informações clínicas). Os instrumentos utilizados foram: EAT-10 (risco de disfagia), MAN (avaliação nutricional), Índice de Barthel (atividades de vida diária), SARC-F (risco de sarcopenia) e MEEM (avaliação cognitiva). Realizou-se no SPSS 25.0 análise estatística descritiva e regressão de Poisson. Resultados: a idade mediana das mulheres idosas foi de 74,0 anos, 59,7% eram sedentárias, 81,0% de edentulismo, 50,4% tinham incontinência urinária e 42,2% consumiam 7 ou mais medicamentos ao dia. A prevalência do risco de disfagia foi 41,1%, significativamente associada a incontinência urinária (p=0,001) e pior desempenho do TUG (p=0,002). Mulheres idosas com risco de disfagia apresentaram menores índices de Barthel (p<0,001). A variável TUG ≥ 12,47 segundos permaneceu associada ao risco de disfagia (RPajustada= 1,37; IC95%: 1,07-1,88). Conclusão: os resultados deste estudo apontam para uma relação entre risco de disfagia e sarcopenia, evidenciando a importância do diagnóstico precoce e avaliação geriátrica e gerontológica adequadas nos diversos níveis de atenção à saúde. Demonstrou-se que instrumentos de baixo custo e fácil aplicação podem ser utilizados.