VIVÊNCIAS DE IDOSOS COM HIV: DANDO VOZ E VISIBILIDADE AS SUAS HISTÓRIAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/2316-2171.127799

Resumo

Introdução: As vivências são lembranças que se apresentam por meio de um processo narrativo, com um olhar retrospectivo do passado. Os estudos que colocam em tela as vivências assumem um papel de dar visibilidade e sensibilizar a sociedade para uma realidade, como o caso desse estudo, que teve por objetivo: revelar as vivências de idosos com HIV construídas no percurso de suas vidas e no convívio com essa síndrome na velhice. Metodologia: Estudo de abordagem qualitativa, que assumiu a história oral temática como método. A população foi constituída por seis idosos (65 anos ou mais) com HIV, de ambos os sexos e com vivências enquanto pessoa com o HIV há mais de cinco anos. A análise de dados foi realizada por meio da técnica análise de conteúdo temático. Resultados: As vivências na descoberta e revelação do diagnóstico foram marcadas pelos sentimentos de vergonha, medo, culpa, impotência e sensação de desespero e fraqueza, o que impactou negativamente em suas vidas. No entanto, para aqueles que receberam o apoio da família o sentimento foi de coragem e otimismo. Também vivenciaram uma fase de maior isolamento social, com diminuição das relações afetivas e da vida sexual. Na atualidade, viver com HIV para esses idosos, se tornou mais leve, já que conseguiram ressignificar muitos eventos negativos e se adaptar a essa nova condição crônica. Considerações finais: pondera-se que as vivências quando colocadas em tela por meio da história oral, contribuíram para dar maior visibilidade a esse coletivo e para humanizar essa realidade de vida.

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Biografia do Autor

Rosane Paula Nierotka, Universidade Comunitária da Região de Chapecó - Unochapecó

Graduada em fisioterapia pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó - Unochapecó (2011). Pós-graduada em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Fronteira Sul - UFFS (2012). Pós-graduada em Fisioterapia Pélvica: Uroginecologia Funcional pela Faculdade Inspirar (2017). Mestre em Envelhecimento Humano pelo Programa de Pós-Graduação em Envelhecimento Humano da Universidade de Passo Fundo - UPF (2014). Doutora em Ciências da Saúde pela Universidade Comunitária da Região de Chapecó - PPGCS. Professora no curso de fisioterapia da Unochapecó. Editora técnica da Revista FisiSenectus. Participa dos Grupos de Pesquisa: Envelhecimento Humano e Saúde. Estuda temáticas relativas ao envelhecimento humano, as Infecções Sexualmente Transmissíveis e a fisioterapia pélvica.

Fátima Ferretti, Universidade Comunitária da Região de Chapecó

Graduação em Fisioterapia, mestrado em Educação nas Ciências pela Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul (2000) e doutorado em Ciências da Saúde pela UNIFESP. Pós doutorado na Faculdade de Desporto da Universidade do Porto -Portugal. Atualmente é professora titular da Universidade Comunitária da Região de Chapecó, em Santa Catarina. É líder do grupo de pesquisa de Envelhecimento Humano e Saúde. Compõe o Banco Nacional de Avaliadores Institucionais e de Curso (MEC). Membro do International Collaboration for Participatory Health Research (ICPHR). Professora do Programa Stricto Sensu em Ciências da Saúde. Editora Chefe da Revista FisiSenectus. Foi tutora do Pet-Saúde da Família e Pet-Redes. Tem experiência docente na área da saúde, atuando principalmente na graduação e pós-graduação, com a pesquisa e extensão nos seguintes temas: envelhecimento humano, e formação profissional

Marilene Rodrigues Portella, Universidade de Passo Fundo

Possui graduação em Enfermagem pela Universidade de Passo Fundo (1986), mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (1998) e doutorado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Catarina (2002). Atualmente é professor titular da Universidade de Passo Fundo. Docente do programa da Pós-Graduação Stricto Sensu em Envelhecimento Humano da Universidade de Passo Fundo. Exerceu a Coordenação do PPGEH 2013-2016. Membro da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia. Tem experiência na área de Enfermagem e Saúde do Idoso, atuando principalmente nos seguintes temas: condições de vida e saúde da população idosa, cuidado, idosos, institucionalização, envelhecimento humano e atenção a pessoa idosa. Atualmente atua na Direção do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Passo Fundo. 

Samuel Spiegelberg Zuge, Universidade Comunitária da Região de Chapecó

Enfermeiro. Doutor em Enfermagem. Docente do Programa de Pós-Graduação Stricto sensu em Ciências da Saúde da Universidade Comunitária da Região de Chapecó - UNOCHAPECÓ. Tem experiência profissional na área da Enfermagem com ênfase em Centro Cirúrgico. Trabalha com pesquisas de cunho quantitativo e Prática Baseada em Evidências, principalmente relacionada as Condições Crônicas de Saúde e Envelhecimento, Trabalho em Saúde e Condições Psicossociais e Comportamentais.

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Publicado

2024-11-30

Como Citar

Nierotka, R. P., Ferretti, F., Portella, M. R., & Zuge, S. S. . (2024). VIVÊNCIAS DE IDOSOS COM HIV: DANDO VOZ E VISIBILIDADE AS SUAS HISTÓRIAS. Estudos Interdisciplinares Sobre O Envelhecimento, 29(1). https://doi.org/10.22456/2316-2171.127799

Edição

Seção

Artigos originais