PERFIL EPIDEMIOLÓGICO DE IDOSOS COM SÍNDROME DA IMUNODEFICIÊNCIA HUMANA NO SUL DO BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.126476Resumo
Introdução: com a transição demográfica e epidemiológica, o aumento no número de idosos é uma realidade esperada, que impacta na necessidade de organização e suporte da saúde pública. O crescimento da expectativa de vida trouxe reflexões sobre a qualidade de vida de idosos e seus comportamentos. Assim, evidencia-se uma crescente prevalência de casos de Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV) e Síndrome da Imunodeficiência Humana (AIDS) em pessoas idosas, alterando o perfil epidemiológico da população infectada. Objetivo: avaliar o perfil epidemiológico de idosos diagnosticados com AIDS no Sul do Brasil. Método: estudo epidemiológico descritivo e retrospectivo por meio da pesquisa nas bases de dados do Sistema de Informações de Agravos de Notificação (SINAN), Sistema de Controle de Exames Laboratoriais da Rede Nacional de Contagem de Linfócitos CD4+/CD8 e Carga Viral (SISCEL) e Sistema de Informações de Mortalidade (SIM), disponibilizados pelo Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DATASUS). A população estudada contemplou idosos acima de 60 anos, de ambos os sexos, com diagnóstico de AIDS no período de 2017 a 2021, na região sul do Brasil. Resultados: o perfil dos idosos diagnosticados com AIDS está ligado ao sexo masculino, à raça branca, à baixa escolaridade e à heterossexualidade. Nos últimos cinco anos, foram diagnosticados 1459 novos casos. Conclusão: É necessária a reformulação das políticas de saúde referente a AIDS, devido ao aumento da demanda de idosos com a doença, além da conscientização dessa população quanto a necessidade do uso de preservativos, uma vez que se encontram sexualmente ativos.