FRAGILIDADE BIOLÓGICA E FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS ASSOCIADOS EM IDOSOS RIBEIRINHOS AMAZÔNICOS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.124722Resumo
O objetivo do estudo foi investigar a associação entre fragilidade e características demográficas e socioeconômicas de pessoas idosas ribeirinhas amazônicas. Trata-se de um estudo de cunho epidemiológico, de caráter descritivo e observacional. A amostra foi calculada com base na estimativa da proporção populacional do município e constituída por 108 pessoas idosas. Utilizou-se questionário demográfico e socioeconômico e protocolo para rastreio da fragilidade operacionalizado pelo fenótipo da síndrome. Foi identificado elevado percentual de estados de não fragilidade (51,9%). Somente 9,3% foram identificados como frágeis, o que replica dados de outros estudos com populações gerontológicas brasileiras em contextos urbanos. As variáveis idade mais avançada (OD= 3,05; P=0,0268), não exercer chefia familiar e não trabalhar (OD=4,83; P=0,0024) se apresentaram associadas ao grupo de pessoas idosas com algum nível de fragilidade. Apesar da notória vulnerabilidade social dessa população, a ação conjunta entre as dimensões biológicas e sócio-históricas influenciam-se reciprocamente de tal maneira a conferir baixas condições de fragilização do ponto de vista físico, o que incita grande curiosidade científica e embasa investigações futuras nesse contexto.