AUTOPERCEPÇÃO DE FELICIDADE E FATORES ASSOCIADOS EM ADULTOS E PESSOAS IDOSAS (50+)
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.124368Resumo
Objetivo: avaliar os níveis de autopercepção de felicidade, sintomas depressivos e fatores associados em usuários de um Centro de Convivência com idade superior a 50 anos. Método: realizou-se um estudo transversal em uma amostra de 225 participantes, com maioria mulheres (77,1%) e média de idade de 64,7 anos. Os instrumentos de pesquisa foram a Escala de Faces, Escala de Depressão Geriátrica no seu formato Short (GDS 5) e um questionário socioeconômico. As variáveis foram analisadas por meio de frequências absolutas e relativas e regressão logística simples e múltiplas. Resultados: as pessoas idosas que sofreram uma ou mais quedas apresentaram maior chance de não se sentirem felizes com a vida. O relato de pior autopercepção da saúde e menor sensação de felicidade está associado a maior chance de se aborrecer facilmente. Entre os fatores sociais e religiosos, as pessoas idosas com menos membros na família e que não professam a religião católica, apresentaram maior chance de se sentirem desamparados; assim como pessoas idosas que não se sentem felizes têm mais chance de preferir ficar em casa, a sair e fazer coisas diferentes. O medo de cair e a falta de felicidade estão associados com o sentimento de inutilidade. Conclusão: o suporte social proporcionado pela família e amigos é importante para o bem-estar e felicidade das pessoas idosas. A implementação de políticas públicas e intervenções voltadas para a promoção da felicidade e saúde mental das pessoas idosas é premente, com destaque para o suporte social e prevenção de acidentes.