ASSOCIAÇÃO ENTRE SINTOMAS DE DEPRESSÃO E FRAGILIDADE EM PESSOAS IDOSAS INSTITUCIONALIZADAS
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.124245Resumo
Objetivo: Analisar a associação entre sintomas de depressão e fragilidade em pessoas idosas institucionalizadas. Métodos: Trata-se estudo de corte transversal, realizado com pessoas idosas acima de 60 anos, residentes em quatro instituições brasileiras de longa permanência para pessoas idosas, na cidade Rio de Janeiro, Brasil. Participaram deste estudo 67 indivíduos de ambos os sexos. As informações em relação ao quadro clínico e dados sociodemográficos foram coletadas. Foram aplicados testes para avaliar a cognição global (Miniexame do Estado Mental), sintomas de depressão (Escala Geriátrica de Depressão) e fragilidade (Fenótipo da Fragilidade de Fried). Resultados: Na amostra avaliada (n = 67), houve uma predominância do sexo feminino (67,2%), a mediana de idade foi 84 (IQR 13) anos, e a média da cognição global 18,73 ± 6,64. Dentre os participantes do estudo, a fragilidade foi identificada em 50,7%, e os sintomas de depressão em 49,3%. Na comparação entre os grupos pré-frágil e frágil, não houve diferença de idade (p=0,11), o sexo feminino apresentou maior frequência de fragilidade (p=0,02) e as pessoas idosas pré-frágeis apresentaram média mais elevada no escore de cognição global (p<0,01). Foi observado maior mediana nos escores dos sintomas de depressão (U=365.500; p<0,01) nos participantes frágeis. As pessoas idosas frágeis apresentaram uma chance 2,8 vezes maior (IC95% 1,05-7,61, p=0,04) em relação aos pré-frágeis de apresentarem sintomas de depressão. Conclusão: o estado frágil nas pessoas idosas institucionalizadas avaliadas foi associado a uma maior presença de sintomas depressivos, sendo estimada uma chance quase 3 vezes maior em relação as pré-frágeis.