FATORES SOCIODEMOGRÁFICOS PREDITORES DE SINTOMATOLOGIA DEPRESSIVA EM UMA AMOSTRA DE IDOSOS DO MUNICÍPIO DE PORTO ALEGRE RS/BRASIL
DOI:
https://doi.org/10.22456/2316-2171.124092Resumo
Este é um estudo transversal de coleta prospectiva cujo objetivo principal foi avaliar as relações entre a sintomatologia depressiva, gênero e os dados sociodemográficos (estado civil, renda e anos de escolaridade) em uma amostra comunitária de idosos cadastrados pelo programa Estratégia Saúde da Família (ESF) do Município de Porto Alegre, RS, Brasil. A amostra foi composta por 301 idosos com média de idade de 71,1 anos, sendo a maioria mulheres (71,8%). Os dados foram obtidos através de entrevista estruturada (dados sociodemográficos coletados através do questionário geral) e da aplicação do instrumento Escala de Depressão Geriátrica (GDS-15) (rastreamento de sintomas depressivos). Resultados: Possuir renda individual maior que um salário mínimo é fator protetivo na ocorrência de menor proporção de sintomas depressivos (42%), quando comparados com quem não possui renda. Os idosos que apresentaram renda individual menor que um salário mínimo também tem uma redução na prevalência de sintomas depressivos em 35% quando comparados com os que não possuem renda. Além da renda individual, idosos que usam a leitura/escrita no seu cotidiano apresentam uma redução na prevalência de sintomatologia depressiva em 21%. A variável com maior significância estatística que distingue os dois gêneros foi estado civil. Para homens, não ter companheira aumenta a prevalência de depressão em 82% (RP=1,82; IC 95%: 1,20 – 2,76; p=0,005). Para as mulheres, o estado civil não foi um preditor significativo (RP=1,01; IC 95%: 0,79 – 1,29; p=0,948).