LEITURA EM TELA DE CELULAR, SUBTRAÇÃO ARITMÉTICA OU FLUÊNCIA VERBAL: QUAL TAREFA INFLUENCIA MAIS A CINEMÁTICA DA MARCHA DE IDOSOS?

Autores

  • Stéfanie Defaveri Ciotta Curso de Fisioterapia (Universidade de Caxias do Sul).
  • Franciele Neves da Silva Curso de Fisioterapia (Universidade de Caxias do Sul).
  • Dannielle Cristina Sanfelice Bernardon Fisioterapeuta do Laboratório de Análise Biomecânica do Movimento Humano da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Rio Grande do Sul, Brasil.
  • Raquel Saccani Professora do Curso de Fisioterapia da Universidade de Caxias do Sul (UCS).
  • Leandro Viçosa Bonetti Professor do Curso de Fisioterapia e do Programa de Pós-graduação em ciências da Saúde da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

DOI:

https://doi.org/10.22456/2316-2171.110132

Palavras-chave:

marcha, cognição, idoso

Resumo

A dupla tarefa (DT) é caracterizada como realização de duas tarefas simultaneamente. A literatura apresenta vários estudos sobre o tema, mas com diferenças metodológicas, como a utilização de apenas uma tarefa cognitiva. O objetivo deste estudo foi analisar diferentes atividades cognitivas realizadas durante a caminhada de idosos e seus potenciais impactos em parâmetros cinemáticos da marcha. Quarenta indivíduos, divididos em grupo idoso (n=20) e grupo jovem saudável (n=20) fizeram parte da amostra. Foram realizadas as tarefas simples: marcha, tarefa aritmética de subtração, de fluência verbal e de leitura no telefone celular. Posteriormente, as DTs foram realizadas executando que cada uma das tarefas cognitivas ao mesmo tempo em que os participantes executavam a caminhada. Para as interações entre as tarefas e os grupos foi utilizado ANOVA mista, seguido do pós-hoc de Tukey, adotando um nível de significância de p<0,05. O grupo jovem não demonstrou nenhuma alteração significativa nos parâmetros da marcha na comparação entre marcha simples e DTs. Já o grupo idoso demonstrou que a tarefa cognitiva de leitura no telefone celular foi a que mais influenciou na velocidade da marcha, além de ter sido a
única a alterar a cadência e o comprimento da passada. As alterações mais evidentes da marcha dos idosos durante a leitura no celular se devem, provavelmente, à menor capacidade de compartilhamento dos recursos cognitivos (recursos atencionais e memória de trabalho). Este fato possui grande implicação clínica e sugere que os idosos possam apresentar maior risco de quedas enquanto caminham usando o telefone celular simultaneamente.

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Biografia do Autor

Stéfanie Defaveri Ciotta, Curso de Fisioterapia (Universidade de Caxias do Sul).

Graduada em Fisioterapia (Universidade de Caxias do Sul).

Franciele Neves da Silva, Curso de Fisioterapia (Universidade de Caxias do Sul).

Graduada em Fisioterapia (Universidade de Caxias do Sul).

Dannielle Cristina Sanfelice Bernardon, Fisioterapeuta do Laboratório de Análise Biomecânica do Movimento Humano da Universidade de Caxias do Sul (UCS), Rio Grande do Sul, Brasil.

Graduada em Fisioterapia (Universidade de Caxias do Sul).

Raquel Saccani, Professora do Curso de Fisioterapia da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Graduada em Fisioterapia.

Doutora em Ciências do Movimento Humano (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

Professora do Curso de Fisioterapia da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Desde 2009.

Leandro Viçosa Bonetti, Professor do Curso de Fisioterapia e do Programa de Pós-graduação em ciências da Saúde da Universidade de Caxias do Sul (UCS).

Graduado em Fisioterapia e Educação Física.

Doutor em Neurociências (Universidade Federal do Rio Grande do Sul).

 

Professor do Curso de Fisioterapia da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Desde 2009.

Professor do Programa de Pós-graduação em Ciências da Saúde da Universidade de Caxias do Sul (UCS). Desde 2019.

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Publicado

2023-04-24

Como Citar

Ciotta, S. D., da Silva, F. N., Bernardon, D. C. S., Saccani, R., & Bonetti, L. V. (2023). LEITURA EM TELA DE CELULAR, SUBTRAÇÃO ARITMÉTICA OU FLUÊNCIA VERBAL: QUAL TAREFA INFLUENCIA MAIS A CINEMÁTICA DA MARCHA DE IDOSOS?. Estudos Interdisciplinares Sobre O Envelhecimento, 27(2). https://doi.org/10.22456/2316-2171.110132

Edição

Seção

Artigos originais