Coetzee: Entre Alegorias e Interpretações

Autores

  • José Alexandre Tavares Guerreiro Universidade de São Paulo

Resumo

Esse ensaio investiga questões de autoria, criação literária e interpretação na obra Diário de um Ano Ruim, de Coetzee. A autoria incorpora não apenas a liberdade do autor, como igualmente a liberdade que cerca e recobre, genericamente, o próprio fato da criação. Toda essa trama entre vários níveis de narrativa ou ensaio, numa interação de sentidos às vezes indiferenciados, compõe um discurso sobre problemas de interpretação. E, consequentemente, a liberdade da interpretação, que não é questão de “autoridade” ou “sabedoria”. O que Coetzee propõe, na obra, é questão sobre os limites da ficção, sobre os limites dos assim chamados gêneros e sobre as formas da literatura. Em outras palavras, Diário de um Ano Ruim vem a ser um problema a resolver, ou seja, a questão da autêntica interpretação, na qual a combinação (aparentemente dissonante) do ensaio e da anotação diária de uma sutil relação entre JC e Anya, evoluem paralela, mas indissociavelmente.

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Publicado

2011-10-25