O MASSACRE DOS POVOS ORIGINÁRIOS EM CORUMBIARA/RO
A MORTE DO ÚLTIMO TANARU, “O ÍNDIO DO BURACO”
Resumen
O presente trabalho foi realizado com apoio da Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS/MEC – Brasil. O Índio do Buraco, foi o último remanescente do povo Tanaru, lutou contra agressores locais por mais de 25 anos. Ele sobreviveu isolado em sua terra indígena, no município rondoniense de Corumbiara, até sua morte em 2022. Este estudo pretende discutir a relação entre o Estado, os latifundiários, o capitalismo agrário e o chamado “Índio do Buraco”, o último remanescente do povo Tanaru, tendo como procedimentos de levantamento de dados a pesquisa documental através documentos, artigos, narrativas, produções em geral. A morte do “Índio do Buraco” não significou o fim das violações a que seu povo foi submetido. Seu corpo foi violado por 71 dias, fazendeiros abriram processos jurídicos para reivindicar partes de sua terra indígena e a FUNAI tentou se eximir da responsabilidade de seu sepultamento. A sua história é um símbolo da resistência indígena e da violência do capitalismo agrário. Ele representa a luta de um povo pela sobrevivência e pela manutenção de sua cultura e de seu território.
