EDUCAÇÃO, MEMÓRIA E RESISTÊNCIA NA LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22456/1982-6524.116641

Palavras-chave:

Movimento Indígena, Educação, Literatura Indígena, Ativismo, Descatequização

Resumo

Neste artigo, argumentaremos que os povos indígenas brasileiros, com suas lideranças e com seus/as intelectuais, assumiram e estilizaram a educação escolar formal, seus valores político-culturais, seus instrumentos epistemológicos e suas ferramentas midiático-digitais, como o caminho e a prática por excelência para a constituição de uma perspectiva ativista, militante e engajada tanto em termos de Movimento Indígena quanto no que se refere à constituição e à publicização da literatura indígena. No caso, portanto, os povos indígenas perceberam que somente afirmando sua cidadania política poderiam enfrentar de modo consistente os processos de exclusão, de marginalização e de violência ainda vigentes no Brasil contemporâneo, o que colocou essa mesma educação escolar formal como a base da socialização cultural e da formação epistemológico-política das comunidades indígenas, como o caminho para sua modernização político-cultural, para sua integração e participação na sociedade nacional. Ora, do Movimento Indígena origina-se, como sua base normativa, a crescente produção estético-cultural realizada por intelectuais indígenas, tendo como mote exatamente a crítica da cultura, a descatequização da mente e a reorientação do olhar relativamente aos povos indígenas brasileiros e, de um modo mais geral, acerca de nossa própria história. A partir da revisão bibliográfica de produções indígenas ligadas ao tema, buscar-se-á argumentar em torno à constituição correlata do Movimento Indígena e da literatura indígena como ativismo político-cultural direto, como práxis pedagógica democrática constituída e dinamizada pelos/as próprios/as indígenas, desde si mesmos/as e por si mesmos/as, a partir de sua inserção na cultura nacional por meio da educação escolar.

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Biografia do Autor

Leno Francisco Danner, Universidade Federal de Rondônia

Doutor em Filosofia (PUC-RS). Professor de Filosofia e de Sociologia na Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

Julie Dorrico, Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS)

Doutora em Teoria da Literatura pelo Programa de Pós-Graduação em Letras da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Fernando Danner, Universidade Federal de Rondônia (UNIR)

Doutor em Filosofia (PUCRS). Professor de ética e filosofia política no Departamento de Filosofia e no Programa de Pós-Graduação em Filosofia da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

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Publicado

2021-12-23

Como Citar

DANNER, L. F.; DORRICO, J.; DANNER, F. EDUCAÇÃO, MEMÓRIA E RESISTÊNCIA NA LITERATURA INDÍGENA BRASILEIRA CONTEMPORÂNEA. Espaço Ameríndio, Porto Alegre, v. 15, n. 3, p. 229, 2021. DOI: 10.22456/1982-6524.116641. Disponível em: https://seer.ufrgs.br/index.php/EspacoAmerindio/article/view/116641. Acesso em: 27 fev. 2024.

Edição

Seção

AUTORAS INDÍGENAS