Anal Sac Adenocarcinoma with Vertebromedullary Metastasis in a Cocker Spaniel

Autores

  • Marco Aurélio Avendano Motta Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (PPGMV), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS, Brazil.
  • Mathias Reginatto Wrzesinski Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (PPGMV), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-1691-4451
  • Julia da Silva Rauber Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (PPGMV), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-3572-3503
  • Julya Nathalya Felix Chaves Programa de Pós-Graduação em Medicina Veterinária (PPGMV), Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-0034-0078
  • Diego Vilibaldo Beckmann Departamento de Clínica de Pequenos Animais, Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), RS, Brazil. https://orcid.org/0000-0002-7778-2034
  • Alexandre Mazzanti Universidade Federal de Santa Maria https://orcid.org/0000-0002-1330-2142

DOI:

https://doi.org/10.22456/1679-9216.128954

Resumo

Introdução: Diversas neoplasias podem acometer a região perianal, sendo o adenoma hepático e o adenocarcinoma do saco anal (ASA), considerados os mais frequentes. O ASAC é uma neoplasia maligna originada do epitélio secretor das glândulas apócrinas perianais e raramente é visto na medicina veterinária. O ASA ocorre principalmente em cães adultos a idosos com altas taxas de metástase. Os pacientes podem ser assintomáticos ou manifestar desconforto e alterações comportamentais. Na presença de metástase, os sinais clínicos mais frequentes são inapetência, tosse, dispneia e obstrução colorretal. Diante desse cenário, este trabalho tem como objetivo descrever a apresentação clínica, exame diagnóstico e achados de necropsia de um Cocker Spaniel com ASAC e metástase no corpo vertebral, medula espinhal e cauda equina.
Caso: Foi avaliado um macho castrado da raça Cocker Spaniel (12 kg de massa corporal) de oito anos de idade com história clínica de paraparesia não deambulatória. A paciente também apresentava tenesmo, dificuldade para defecar e presença de nódulos na região do saco anal. Ao exame neurológico, foram encontradas alterações assimétricas compatíveis com lesão entre L4-S3. Foram solicitados hemograma completo, bioquímica sérica e exames de imagem como radiografia simples, ultrassonografia (US) abdominal e ressonância magnética (RM). O hemograma revelou anemia e leucocitose neutrofílica e hipercalcemia. O fígado mostrou ecogenicidade aumentada e pâncreas espessado na US abdominal. Identificou-se massa pouco heterogênea, vascularizada e de contornos irregulares na região topográfica dos linfonodos sublombares; As imagens de RM demonstraram formação expansiva na região ventral da coluna lombossacral, correspondendo aos linfonodos sublombares e interrupção do líquido cefalorraquidiano em L5, sugestiva de compressão da medula espinhal e cauda equina. O diagnóstico presuntivo de neoplasia perianal com metástase foi feito com base nos exames complementares. A cadela foi encaminhada para necropsia, que revelou tumoração de 4 cm na região perianal que invadia o canal pélvico. Nódulos multifocais estavam presentes na superfície pulmonar, fígado e rins, sugerindo metástase. No corte transversal da coluna, notou-se a presença do tumor nos corpos vertebrais, medula espinhal e cauda equina de L5 a S3. Mesmo com a avaliação histopatológica do tumor, apenas a análise imuno-histoquímica permitiu confirmar o adenocarcinoma do saco anal.
Discussão: Adenomas e carcinomas são neoplasias das glândulas perianais comuns em cães machos adultos e idosos; a raça Cocker Spaniel está entre as mais afetadas. Os sinais clínicos apresentados pelo paciente, como tenesmo e dificuldade em adotar a postura de defecar, são comuns, embora alterações neurológicas sejam raras. Quanto à metástase, os carcinomas da região perianal apresentam grandes chances de metástase para órgãos como fígado, rins e pulmões, tanto por via linfática quanto hematogênica, porém poucos estudos relacionam esses fatores às alterações neurológicas decorrentes da metástase. Concluímos que metástases de carcinomas para a coluna devem ser consideradas um possível diagnóstico diferencial em pacientes que apresentam sinais clínicos compatíveis com compressão medular e história de neoplasia prévia.

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Arquivos adicionais

Publicado

2023-06-19

Como Citar

Motta, M. A. A., Wrzesinski, M. R., Rauber, J. da S., Chaves, J. N. F., Beckmann, D. V., & Mazzanti, A. (2023). Anal Sac Adenocarcinoma with Vertebromedullary Metastasis in a Cocker Spaniel. Acta Scientiae Veterinariae, 51. https://doi.org/10.22456/1679-9216.128954

Edição

Seção

Case Report