Encontrando imagens na e da rua da praia: relato de uma etnografia de rua

Cornelia Eckert, Ana Luiza Carvalho da Rocha, Patrícia Rodolpho

Resumo


Habitar uma cidade pode nos fazer acreditar que sabemos tudo sobre ela. Concretamente, vivenciamos o presente, com suas belezas, seus transtornos e as oportunidades que os lugares nos dão. O futuro é algo pelo qual uma cidade pode ser trabalhada: concepções de melhoria pelas quais se constroem e se destroem estruturas estéticas expressivos de cada época – edificações, ruas, avenidas, viadutos e túneis. Situação que, ao menos com relação às grandes metrópoles brasileiras, tende a ampliar-se e reestruturar-se.

 

Estes espaços são depositórios de uma memória da cidade. Uma memória que abarca um tempo muito maior que a existência pessoal porque conhece, por alguma perspectiva, a história dos lugares.

 

Esse conhecimento sobre lugares, mais distantes no tempo que a nossa própria memória, forma-se a partir das informações que recebemos em nossas vivências cotidianas como, por exemplo, os relatos daqueles que nos são próximos – parentes, vizinhos, conhecidos - e que nos situam nas suas trajetórias, nos contando “como eram as coisas no seu tempo”.

 

Outras circunstâncias em que aprendemos sobre as cidades são, por exemplo, a escola, com sua história informal, e os veículos de comunicação de massa – rádio, jornais, revistas, TV, que nos colocam a par dos acontecimentos cotidianos que se referem a cidade. Um outro aspecto que vincula o indivíduo à sua cidade são as suas próprias trajetórias particulares, com suas peculiaridades  –  oportunidades  de  vida,  projetos  individuais,  desejos,  gostos,  valores  e  a capacidade e interesse de cada um.


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DOI: https://doi.org/10.22456/1984-1191.9395

Revista Iluminuras - Publicação Eletrônica do Banco de Imagens e Efeitos Visuais - BIEV/LAS/PPGAS/IFCH/UFRGS

E-ISSN 1984-1191