Abordagens aos sons da cidade: entre o cotidiano e a prática científica

Renata Silva Machado

Resumo


Este ensaio apresenta reflexões acerca das possibilidades de pensar a vida na cidade a partir do lugar dos sons e da escuta na produção de conhecimento em Planejamento Urbano e Regional. Discute-se as singularidades da escuta como maneira de vivenciar, construir e significar realidades, destacando-se o caráter incessante das sonoridades no cotidiano. A escuta é entendida como sentido receptor de grande densidade de estímulos - aos quais muitas vezes indivíduos mostram-se indiferentes. Recorre-se à atitude blasé de Simmel como noção chave para a compreensão da percepção das sonoridades oriundas da cidade tanto na dimensão banal cotidiana quanto na prática científica. Partindo da constatação de que sons não constituem tema de destaque no estudo da cidade no Planejamento Urbano e Regional e que, quando tratados costumam o ser como negatividades, como ruído gerador de interferências, busca-se entender a capacidade dos indivíduos de agir seletivamente em relação aos sons na vida cotidiana e também na prática cientifica.

Palavras-chave


Sons da cidade. Cotidiano. Prática científica

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DOI: https://doi.org/10.22456/1984-1191.15559

Revista Iluminuras - Publicação Eletrônica do Banco de Imagens e Efeitos Visuais - BIEV/LAS/PPGAS/IFCH/UFRGS

E-ISSN 1984-1191

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