Fotografação

Aline Lopes Rochedo

Resumo


A trajetória da fotografia no Brasil se conecta à maneira como se construiu uma imagem de nação. Desde a chegada da primeira tecnologia de captação de imagens ao país, há 180 anos, até o presente, em que milhares de registros digitais são feitos diariamente, o ato de fotografar e interagir com esses retratos cotidianos se modifica, revela quem somos, ajuda-nos a compreender quem pensamos ser e nos faz indagar sobre que, afinal, somos. No caminho, importantes nomes do fotojornalismo e revistas ilustradas tiveram um papel fundamental para apresentar o país a boa parte da população. Esse é o argumento central do documentário Fotografação, de Lauro Escorel (2019), que entrou em cartaz em março de 2020 e teve sua carreira cinematográfica alterada por conta da pandemia de coronavírus, sendo exibido online em sessões gratuitas. A resenha procura conectar o contexto social da estreia do filme com a própria produção e, em concordância com Escorel, considera como trunfo da longa-metragem justamente o fato de mostrar que uma câmera voltada para si nos dias de hoje pode ser uma câmera voltada para o mundo, para quem somos e para quem pensamos ser num novo processo de construção de identidades.

Palavras-chave


Fotografia; Fotojornalismo; Cinema; Identidade

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DOI: https://doi.org/10.22456/1984-1191.103783

Revista Iluminuras - Publicação Eletrônica do Banco de Imagens e Efeitos Visuais - BIEV/LAS/PPGAS/IFCH/UFRGS

E-ISSN 1984-1191