Chamada de artigos: Primeiro semestre de 2022 - Edição 60 da Revista Iluminuras

Proponentes:

Profa. Dra. Ana Luiza Carvalho da Rocha

Profa. Dra. Jeniffer Cuty, UFRGS – jcuty@ufrgs.br

Profa. Dra. Márcia Bertotto, UFRGS – marcia.bertotto@ufrgs.br

 

A pesquisa desenvolvida pelas professoras Ana Luiza Carvalho da Rocha e Cornelia Eckert, no âmbito do BIEV, sobre coleções etnográficas, método de convergência e etnografia da duração, analisando coleções e fundos documentais e os reconfigurando em estudos de sua autoria e de seus alunos, permitem uma aproximação com a  chamada Pesquisa Museológica. Cabe aos campos da Museologia e do Patrimônio Cultural se reavaliarem teórica e metodologicamente a fim de encerrarem saltos epistemológicos em sua produção científica, revisando conceitos e categorias da área e buscando outros diálogos. A pesquisa museológica se vale da compreensão de Waldisa Rússio Camargo Guarnieri (BRUNO, 2010) sobre o fato museal, em que o objeto ou as coleções estão em diálogo permanente com os sujeitos por ele/elas representados em um contexto determinado. Objetos, sujeitos e contexto estão em transformação, porém as narrativas acerca dessa interlocução é que irão configurar o tempo e suas descontinuidades. O patrimônio cultural se evidencia no primeiro instante da valoração, em que valores consoantes ao contexto social são identificados. Valor associativo, valor de testemunho e valor de diversidade estão no rol do universo semântico das coleções museológicas contemporâneas, seguidos dos tradicionais valores histórico e estético. A noção de imutabilidade da preservação não mais se confirma, pois os grupos sociais e, consequentemente, as sociedades seguem suas modificações. A Sociomuseologia se destaca como mais um âmbito para repensar as relações dos museus com a sociedade contemporânea. Para este dossiê, propomos que estudos em pesquisa museológica e patrimônio cultural, que se valham do uso da etnografia da duração e das aproximações com as pesquisas de Rocha e Eckert (2013), sejam aqui reunidos para uma autorreflexão do campo da Museologia e do Patrimônio, assumindo-se como uma área que bebe em fontes teóricas da antropologia urbana, visual e da imagem, especialmente. Buscamos artigos que operem em termos empíricos com narrativas a partir do patrimônio, processos de investigação do objeto ou documento através de uma arqueologia da cultura material em seu ambiente cósmico e social, possibilitando a configuração de uma morfologia científica que entrelaça antropologia, museologia e patrimônio nas sociedades complexas da contemporaneidade.

 

Referências:

BRUNO, Maria Cristina Oliveira (org.). Waldisa Rússio Camargo Guarnieri: textos e contextos de uma trajetória profissional. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo : Secretaria de Esrado da Cultura : Comitê Brasileiro do Conselho Internacional de Museus, 2010.

MOUTINHO, Mario. Sobre o conceito de Museologia Social. Lisboa: Cadernos de Museologia, n.1, 1993

ROCHA, Ana Luiza Carvalho da, ECKERT, Cornelia. Etnografia da duração: antropologia das memórias coletivas em coleções etnográficas. Porto Alegre: Marcavisual, 2013.

 

 

O prazo de envio é até 31 de outubro de 2021. Esta publicação está prevista para ser lançada em janeiro de 2022.

Os artigos deverão ser formatados com base nas Diretrizes para Autores disponíveis em: http://seer.ufrgs.br/index.php/iluminuras/about/submissions#authorGuidelines e submetidos em https://seer.ufrgs.br/iluminuras/about/submissions#onlineSubmissions.

Além do envio online, as colaborações devem ser enviadas para a Revista Iluminuras <iluminuras@ufrgs.br> com cópia para os emails jcuty@ufrgs.br e marcia.bertotto@ufrgs.br

Importante: É requerido que todas as submissões incluam o id ORCID (https://orcid.org) para cada um dos autores e coautores, tanto para os artigos como para as categorias de fluxo contínuo.

 

 

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