Individualidade e deficiência: “Criatividade Compulsiva” na Comunidade Digital Global

Alice Wexler

Resumo


O surgimento do capital digital deu origem ao “capitalismo criacionista,” a partir do qual a economia criativa transformou as relações entre identidade, propriedade social, individualidade, trabalho e valor (DAVIS & BOELLSTROFF, 2016, p. 2107). De acordo com um conjunto substancial de informações, esses produtores criativos são predominantemente masculinos, brancos, heterossexuais e saudáveis. No entanto, a pesquisa de Davis e Boellstroff no Second Life (SL), uma plataforma global digital que oferece seus espetáculos mais inovadores à comunidade deficiente, demostrou que homens e mulheres com deficiência e “compulsivamente criativos” encontram no SL uma oportunidade para se envolver na economia criativa quando o emprego na vida real não é uma realidade. Este artigo explora os efeitos globais do SL na vida de pessoas com deficiências que passaram vários anos interagindo com avatares em comunidades virtuais que congregam pessoas com deficiências. Usarei uma lente crítica de estudos sobre deficiência que define a deficiência não apenas como um fenômeno social, mas também como uma realidade incorporada. Isto incluiria o meu corpo como uma entidade social em termos de posição e orientação no mundo, e como o “corpo político”, que significa os efeitos das estruturas institucionais que controlam, regulam e excluem corpos deficientes (MAYBEE, 2017). Portanto, o corpo do avatar em um espaço virtual será o principal local de exploração.


Palavras-chave


Second life. Deficiência. Arte. Lugar. Identidade.

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Referências


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DOI: https://doi.org/10.22456/2357-9854.89348

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