O habitus ecológico e a educação da percepção: fundamentos antropológicos para a educação ambiental

Isabel Cristina Moura Carvalho, Carlos Alberto Steil

Resumo


Este artigo discute a formação de uma subjetividade ecológica constituída como um habitus no processo de subjetivação de um campo de preocupações ambientais na sociedade contemporânea.  Destacamos as relações entre uma subjetividade ecológica e aquelas práticas pedagógicas nomeadas como educação ambiental que assumem o cuidado de si e do ambiente como parte da formação de um sujeito virtuoso. Analisamos as contradições internas do projeto ecologista, crítico a modernidade sem, no entanto superar as dicotomias instauradas por esta. Em contraposição ao ideário ecologista apresentamos as possibilidades anunciadas pelo que chamamos de epistemologias ecológicas construídas aqui principalmente desde as contribuições da filosofia da percepção de Merleau-Ponty, da antropologia fenomenológica de Thomas Csordas e da epistemologia ecológica de Tim Ingold. Exploramos as conseqüências epistemológicas para a educação desta virada ecológica e os possíveis deslocamentos para a educação ambiental na direção de numa educação da percepção.


Palavras-chave


habitus, educação ambiental, educação da percepção, epistemologias ecológicas, sujeito ecológico

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